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Museus no Brasil
 
 
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A palavra “museu” deriva do grego museion, que era considerado o templo das musas. Isso se justifica pelo fato das musas serem filhas de Mnemósine (memória), deusa grega da memória, que era considerada uma das mais poderosas deusas de seu tempo, pois ter memória é uma dádiva que nos distingue de outras criaturas no mundo animal. Portanto, museu é uma casa de criação onde se preserva a memória de uma cidade, de um país, de uma pessoa. Lugar que faz as pessoas pensarem o presente e refletirem sobre o nosso tempo e os antepassados. Pense na evolução humana. Imagine se um homem pré-histórico viesse nos visitar. Imagine o impacto que ele teria ao se defrontar com os gigantescos prédios, túneis, pontes, metrô e o vaivém frenético de pessoas nas ruas.

Em todo o mundo existem muitos museus que variam em função do tipo de coleção que disponibilizam para a coletividade. São museus históricos, de ciências, de arte, ecomuseus, cidades-museus e até museus virtuais (sinais dos novos tempos). O professor Ulpiano Bezerra de Meneses, da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, e titular aposentado de História Antiga, destaca que “novos olhares adotados a respeito dos objetos podem elaborar diferentes narrativas históricas”. Isso quer dizer que, a partir do momento em que os objetos passam a integrar as coleções em museus, seu uso original dá lugar a uma nova narrativa, que é contada pela equipe responsável baseada na orientação conceitual e ideológica da instituição e pelos olhares atentos dos frequentadores do museu.

O Brasil, com um pouco mais de 500 anos de história, relativamente pouco se comparado a outros países, tem mais de 3 mil museus, pinacotecas, memoriais e galerias que contam a história do país, de sua cultura e de seus habitantes. Abaixo estão destacados alguns museus que representam (e contam) muito bem a história da formação da sociedade brasileira.

Museu Paulista/São Paulo, conhecido como Museu do Ipiranga. Foto: Diogo Moreira/Divulgação Governo de São Paulo.



Museu de Arte de São Paulo, São Paulo (SP)
O Museu de Arte de São Paulo (Masp) é um museu privado sem fins lucrativos, fundado em 1947 pelo empresário e mecenas Assis Chateaubriand (1892-1968), tornando-se o primeiro museu moderno no país. Chateaubriand convidou o crítico e marchand italiano Pietro Maria Bardi (1900-1999) para dirigir o museu e, sua esposa, Lina Bo Bardi (1914-1992) para desenvolver o projeto arquitetônico e expográfico. Mais importante acervo de arte europeia do hemisfério Sul, hoje a coleção do Masp reúne mais de 10 mil obras, incluindo pinturas, esculturas, objetos, fotografias, vídeos e vestuário de diversos períodos, abrangendo a produção europeia, africana, asiática e das Américas. Esse é um museu diverso, inclusivo e plural, e tem a missão de estabelecer, de maneira crítica e criativa, diálogos entre passado e presente, culturas e territórios, a partir das artes visuais. Para tanto, deve ampliar, preservar, pesquisar e difundir seu acervo, bem como promover o encontro entre públicos e arte por meio de experiências transformadoras e acolhedoras.

Pinacoteca do Estado de São Paulo, São Paulo (SP)
A Pinacoteca de São Paulo dedica-se às artes visuais brasileiras e ao seu diálogo com as culturas do mundo ao colecionar, estudar, preservar, expor e comunicar seus acervos para promover a experiência do público com a arte, estimular a criatividade e a construção de conhecimento. Fundada em 1905 pelo Governo do Estado de São Paulo, a Pina é um museu de artes visuais com ênfase na produção brasileira do século 19 até a contemporaneidade. Ela está instalada no antigo edifício do Liceu de Artes e Ofícios, projetado no final do século 19 pelo escritório do arquiteto Ramos de Azevedo (1851-1928), que depois passou por uma ampla reforma com projeto do arquiteto Paulo Mendes da Rocha (1928), no final da década de 1990. O acervo original da Pinacoteca foi formado com a transferência de vinte obras do Museu Paulista da Universidade de São Paulo (Museu do Ipiranga) de importantes artistas da cidade como Almeida Júnior (1850-1899), Pedro Alexandrino (1856-1942), Antônio Parreiras (1860-1937) e Oscar Pereira da Silva (1867-1939). Com o passar dos anos, formou um significativo acervo, com quase 10 mil obras.

Catavento Cultural e Educacional, São Paulo (SP)
O Palácio das Indústrias, que já foi sede da prefeitura de São Paulo por um período de mandato executivo, é uma edificação histórica, pois faz parte dos patrimônios históricos tombados pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo (Condephaat). Foi projetada por Domiziano Rossi (1865-1920), em parceria com outros dois arquitetos, Ramos de Azevedo e Ricardo Severo (1869-1940). Com estilo arquitetônico eclético, o prédio, que fez parte do plano de renascimento da capital paulista, foi construído com o intuito de abrigar exposições relacionadas à Indústria paulista, sendo inaugurado em 1924. Atualmente, o prédio abriga o Museu Catavento Cultural, criado com a vocação de ser um espaço interativo, que apresenta a ciência de forma instigante para crianças, jovens e adultos. Desde sua inauguração em 2009, tem sido um grande fenômeno de público, tendo atingido a marca de 2 milhões e meio de visitantes em apenas seis anos de operação, tendo sido o museu mais visitado do Estado de São Paulo por três anos consecutivos.

Museu Paulista, São Paulo (SP)
O edifício histórico localizado no Parque da Independência, conhecido pelo nome de Museu do Ipiranga, tem como nome oficial Museu Paulista da Universidade de São Paulo. É uma instituição científica, cultural e educacional com atuação no campo da história e cujas atividades têm, como referência permanente, um acervo um acervo de mais de 450 mil unidades, entre objetos, iconografia e documentação textual, do século 17 até meados do século 20, significativo para a compreensão da sociedade brasileira, especialmente no que se refere à história paulista. O Museu Paulista foi inaugurado em 7 de setembro de 1895 como museu de história natural e marco representativo da Independência, da História do Brasil e paulista. Seu primeiro núcleo de acervo foi a coleção do Coronel Joaquim Sertório, que constituía um museu particular em São Paulo. Atualmente, o Museu do Ipiranga desenvolve também um projeto de ampliação de seus espaços físicos e permanece fechado para visitas em função das obras de restauro e modernização.

Museu da Imagem e do Som, São Paulo (SP)
Criado em 1970, o Museu da Imagem e do Som (MIS) tem como principal objetivo registrar e preservar o passado e o presente das manifestações ligadas às áreas de música, cinema, fotografia, artes gráficas e tudo o que diz respeito à vida contemporânea brasileira. O acervo tem hoje mais de 200 mil imagens distribuídas em coleções temáticas de conteúdo diversificado, mais de 1.600 fitas de vídeos, nos gêneros ficção, documentário experimental e musical e, ainda, 12.750 títulos distribuídos em Super 8 e 16 mm. Ele conta também com uma programação mensal de shows, mostras, festivais de cinema e vídeo, exposições de fotografia e artes gráficas.

Museu Afro, São Paulo (SP)
Inaugurado em 2004, é um museu histórico, artístico e tecnológico, voltado à pesquisa, conservação e exposição de objetos relacionados ao universo cultural do negro no Brasil. Localiza-se no Parque do Ibirapuera e conserva um acervo de aproximadamente 6 mil obras, entre pinturas, esculturas, gravuras, fotografias, documentos e peças etnológicas, de autores brasileiros e estrangeiros, produzidos entre o século 15 até os dias de hoje. O acervo abarca diversas facetas dos universos culturais africano e afro-brasileiro, abordando temas como religião, trabalho, arte, diáspora africana e escravidão, e registrando a trajetória histórica e as influências africanas na construção da sociedade brasileira. O museu também oferece diversas atividades culturais e didáticas, exposições temporárias, e conta com um teatro e uma biblioteca especializada.

Museu de Arte Contemporânea, São Paulo (SP)
O Museu de Arte Contemporânea (MAC) foi criado em 1963 quando a Universidade de São Paulo recebeu o acervo do antigo Museu de Arte Moderna (MAM) de São Paulo, formado pelas coleções do casal de mecenas Yolanda Penteado (1903-1983) e Ciccillo Matarazzo (1898-1977), pelas coleções de obras adquiridas ou recebidas em doação do antigo MAM e pelos prêmios das Bienais de São Paulo, até 1961. De posse desse rico acervo composto, entre outras, por obras de Modigliani (1884-1920), Picasso (1881-1973), Miró (1893-1983), Kandinsky (1866-1944), Tarsila do Amaral (1886-1973), Anita Malfatti (1889-1964), Di Cavalcanti (1897-1976), Alfredo Volpi (1896-1988) e Lygia Clark (1920-1988) e uma coleção de arte italiana do começo do século 20, o novo museu passa a atender aos principais objetivos da universidade, que é busca do conhecimento e sua disseminação pela sociedade. O acervo contém cerca de 10 mil obras, entre pinturas, gravuras, tridimensionais, fotografias, arte conceitual, objetos e instalações. É considerado um centro de referência de arte moderna e contemporânea, brasileira e internacional, mantendo à disposição de estudantes, especialistas e do público em geral uma biblioteca e um importante arquivo documental.

Museu da Língua Portuguesa, São Paulo (SP)
Para valorizar a diversidade da língua portuguesa, celebrá-la como elemento fundamental e fundador da cultura e aproximá-la dos falantes do idioma em todo o mundo. Foi com esses objetivos que nasceu o Museu da Língua Portuguesa, em 2006. O local escolhido para abriga-lo foi a Estação da Luz, situada no coração de São Paulo, um dos principais pontos de passagem dos imigrantes que chegavam ao país e, até hoje, é um espaço dinâmico de contato e convivência entre várias culturas e classes sociais, abrigando sotaques vindos de todas as partes do Brasil. De 2006 a 2015, foram mais de 30 exposições temporárias, além de cursos, palestras, debates e apresentações artísticas. Entre os homenageados com exposições, escritores como Clarice Lispector (1920-1977), Machado de Assis (1893-1908), Cora Coralina (1889-1985), Fernando Pessoa (1888-1935), Oswald de Andrade (1890-1954), Jorge Amado (1912-2001), Rubem Braga (1913-1990), Guimarães Rosa (1908-1967) e Gilberto Freyre (1900-1987). O museu ganhou vários prêmios, entre eles o Diploma de reconhecimento da Unesco como melhor projeto na área de Comunicação e Informação, em 2006. Atualmente, o Museu está fechado para reconstrução, após um incêndio em 2015 que dois andares de sua estrutura, porém, seu acervo não se perdeu, por ser virtual.

Museu de Arte Moderna, São Paulo (SP)
O Museu de Arte Moderna (MAM) localiza-se sob a marquise no Parque do Ibirapuera e tem como objetivo a conservação, divulgação e ampliação da arte moderna e contemporânea brasileira. Fundado em 1948, concomitante ao surgimento do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e fruto do ambiente de grande efervescência cultural e progresso socioeconômico que caracterizou o Brasil na década de 1940. O acervo conta hoje com mais de 5 mil peças, a maioria produzida por pintores brasileiros como Anita Malfati e Di Cavalcanti, além do espanhol Pablo Picasso, e mantém o Jardim de Esculturas, um espaço de 6.000 metros quadrados projetado por Burle Marx (1909-1994), onde são expostas obras do acervo a céu aberto.

Museu do Futebol, São Paulo (SP)
É no avesso de um dos mais antigos estádios brasileiros, o Pacaembu, que está localizado esse museu, inaugurado em 2008 e um dos mais visitados do país. A exposição principal, distribuída em 15 salas temáticas, narra de forma lúdica e interativa como o futebol chegou ao Brasil e se tornou parte da nossa história e nossa cultura. É um museu, portanto, aberto ao convívio de todos os públicos, amantes ou não do esporte mais popular do planeta. O atendimento ao visitante é prioridade nas ações educativas do Museu, que também concebe e desenvolve exposições temporárias e itinerantes, além de diversificada programação cultural. Em 2013, inaugurou o Centro de Referência do Futebol Brasileiro, que possui a primeira biblioteca pública especializada em futebol no país, com mais de 3 mil títulos nacionais e estrangeiros.

Museu da Imigração do Estado de São Paulo, São Paulo (SP)
Sediado no edifício da antiga Hospedaria de Imigrantes do Brás, bairro de São Paulo, o Museu da Imigração tem como objetivo compreender e refletir o processo migratório a partir das 2,5 milhões de pessoas, de mais de 70 nacionalidades, que passaram pelo prédio entre os anos de 1887 e 1978. O museu tem como objetivo promover o conhecimento e a reflexão sobre as migrações humanas, numa perspectiva que privilegie a preservação, a comunicação e a expressão do patrimônio cultural das várias nacionalidades e etnias que contribuíram para a diversidade da formação social brasileira. O acervo conta com 200 mil imagens distribuídas em coleções temáticas de conteúdo diversificado, mais de 1.600 fitas de vídeo, nos gêneros ficção, documentário experimental e música.

Museu de Ciências e Tecnologia da PUC-RS, Porto Alegre (RS)
O Museu de Ciências e Tecnologia tem por missão gerar, preservar e difundir o conhecimento por meio de seus acervos e exposições, contribuindo para o desenvolvimento da ciência, da educação e da cultura. A atuação do Museu como canal de difusão do conhecimento se realiza por meio de suas exposições. Elaboradas para despertar a curiosidade e o gosto pelas ciências, elas valorizam a participação do visitante que, ao se envolver em experiências lúdicas e inusitadas, torna-se protagonista de seu próprio aprendizado. O MCT-PUCRS também promove a geração e a preservação do conhecimento. Suas coleções científicas abrigam um vasto acervo de fósseis, espécimes representantes de nossa biodiversidade e peças provenientes de escavações arqueológicas, que são objeto de pesquisa de mestrandos e doutorandos provenientes de várias partes do mundo.

Museu Oscar Niemeyer, Curitiba (PR)
A história do Museu Oscar Niemeyer (MON) teve início em 1967 quando o arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012) projetou o que é hoje o prédio principal, inaugurado somente em 1978 e então chamado de Edifício Presidente Humberto Castelo Branco. Em 2002 deixou de ser sede de secretarias de Estado para se transformar no, inicialmente batizado, Novo Museu. O MON abriga referenciais importantes da produção artística nacional e internacional, com aproximadamente 7 mil obras nas áreas de artes visuais, arquitetura e design. Nomes como Tarsila do Amaral, Cândido Portinari (1903-1962), Oscar Niemeyer, Ianelli (1922-2009), Caribé (1911-1997), Tomie Ohtake (1913-2015), Andy Warhol (1928-1987), Di Cavalcanti, entre outros, estão no acervo com cerca de 7 mil obras. O acervo constitui um apanhado da cultura de diversos territórios, como os da Ásia Central, sudoeste asiático, subcontinente asiático, leste da Ásia e Mesopotâmia. Esculturas, mobiliário, cerâmica, porcelana, pinturas, objetos em metal, gravuras, caligrafias, têxteis, com peças datadas de 3.000 anos a.C. até este século 21.

Museu Histórico Nacional, Rio de Janeiro (RJ)
Numa ponta que avançava sobre o mar, posteriormente conhecida como Ponta do Calabouço, entre as praias de Piaçaba e Santa Luzia, no centro histórico do Rio de Janeiro, os portugueses construíram em 1603 a Fortaleza de Santiago, origem do conjunto arquitetônico que hoje abriga o Museu Histórico Nacional. O museu mantém, em 9.000m² de área aberta ao público, galerias de exposições de longa duração e temporárias, além da Biblioteca especializada em História do Brasil, História da Arte, Museologia e Moda, do Arquivo Histórico, com importantes documentos manuscritos, aquarelas, ilustrações e fotografias. Mantém, ainda, programas voltados para estudantes, professores, terceira idade e comunidades carentes. As áreas de Reserva Técnica, Laboratório de Conservação e Restauração Numismática (coleção de moedas e outros valores impressos) podem ser consultadas, mediante agendamento prévio. Pitorescos pátios internos e uma simpática cafeteria oferecem opções agradáveis para um momento de repouso.

Museu Nacional, Rio de Janeiro (RJ)
Vinculado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), é a mais antiga instituição científica do Brasil, que até setembro de 2018 era considerado um dos maiores museus de história natural e de antropologia das Américas. Até então, abrigava um vasto acervo com mais de 20 milhões de itens, englobando alguns dos mais relevantes registros da memória brasileira na área de ciências naturais e antropológicas, bem como diversificados conjuntos de itens provenientes de diversas regiões do planeta, ou produzidos por povos e civilizações antigas.

Seu acervo foi formado durante mais de dois séculos por meio de coletas, escavações, permutas, aquisições e doações, que era subdividido em coleções dee geologia, paleontologia, botânica, zoologia, antropologia biológica (aqui incluído os remanescentes do esqueleto de Luzia, o mais antigo fóssil humano das Américas), arqueologia e etnologia. Em 2 de setembro de 2018, um grande incêndio atingiu a sede do museu, destruindo a quase totalidade do acervo em exposição. O edifício que abriga o museu estava extremamente danificado, com rachaduras, desabamento de sua cobertura, além da queda de lajes internas, o que mostra o descaso do poder público com esse tipo de instituição no Brasil.


Museu Imperial, Petrópolis (RJ)
Frequentado por estudantes, historiadores e pesquisadores em geral, o arquivo reúne hoje uma coleção que alcança cerca de 200 mil documentos originais. Possui o principal acervo do país relativo ao império brasileiro, em especial o chamado Segundo Reinado, período governado por D. Pedro II. São cerca de 300 mil itens museológicos, arquivísticos e bibliográficos à disposição de pesquisadores e demais interessados em conhecer um pouco mais sobre o tema. Outra valiosa contribuição para a memória do país é o precioso conjunto de fotografias que recupera parte da história visual do Brasil, do estado do Rio de Janeiro e da cidade de Petrópolis desde o início da fotografia. O acervo do Arquivo Histórico é constituído de documentos de caráter privado que, pela atuação política da maior parte de seus autores e destinatários, são significativamente importantes pela complementaridade ou elucidação que oferecem à documentação de caráter público conservada no Arquivo Nacional e no Arquivo Histórico do Itamarati.

Museu do Amanhã, Rio de Janeiro (RJ)
Inaugurado em 2015, o Museu do Amanhã é um ambiente de ideias, explorações e perguntas sobre a época de grandes mudanças em que vivemos e os diferentes caminhos que se abrem para o futuro. O museu de ciências aplicadas que explora as oportunidades e os desafios que a humanidade terá de enfrentar nas próximas décadas a partir das perspectivas da sustentabilidade e da convivência.

Museu da República, Rio de Janeiro (RJ)
Museu dedicado à história da República brasileira e tem como sede o Palácio do Catete e foi inaugurado em 1960. A missão do museu é preservar, investigar e comunicar os testemunhos vinculados à história da República. Por intermédio de suas ambientações, das exposições temporárias, de longa duração e dos eventos culturais, busca oferecer ao visitante um panorama da história republicana. Fotos, documentos, objetos, mobiliário e obras de arte dos séculos 19 e 20 integram seu acervo, exposto nos diversos salões do Palácio. Oferece também uma nova forma de interlocução com o visitante: o Espaço de Atualização, no qual a informação está à disposição por meio de jornais do dia, noticiários na TV etc., deixando em evidência que a história está em permanente movimento, recriando-se a partir das ações humanas.

Museu do Aleijadinho, Ouro Preto (MG)
O Museu Aleijadinho integra um circuito que abrange três igrejas históricas de Ouro Preto: Santuário Nossa Senhora da Conceição do Antônio Dias, onde abriga as salas: Refulgência, Festas Religiosas, Arte na Talha, Miniauditório, Sala Multivisão e a Sala da Encenação da Morte; a Igreja de São Francisco de Assis, considerada uma das obras-primas do barroco brasileiro, além de ser uma das maiores realizações do Aleijadinho (1730-1814); e Igreja de Nossa Senhora das Mercês e Perdões ou Mercês de Baixo. Possui cerca de 250 peças sacras, além de documentos gráficos. Dentre as obras de Aleijadinho expostas no museu, o acervo também inclui vértebras e um metacarpo atribuídos ao artista.

Museu da Inconfidência, Ouro Preto (MG)
Inaugurado em 1944, é um museu histórico e artístico que ocupa a antiga Casa de Câmara e Cadeia de Vila Rica e mais quatro prédios auxiliares na cidade de Ouro Preto. O museu é dedicado à preservação da memória da Inconfidência Mineira e também oferece um rico painel da sociedade e cultura mineiras no período do ciclo do ouro e dos diamantes no século 18, incluindo obras de Manuel da Costa Ataíde (1762-1830) e Aleijadinho. São mais de 4 mil peças, divididas em dois pavimentos, com grande quantidade de obras artísticas e históricas, com destaque para a estatuária, as pinturas, a ourivesaria, o mobiliário, a iconografia da paisagem urbana em fotografias.

Museu de Arte de Goiânia, Goiânia (GO)
O Museu de Arte de Goiânia (MAG) foi inaugurado em 1970 com a tarefa de guardar, preservar e divulgar obras de arte. O acervo do MAG é composto de mais de 700 obras de arte, nas categorias pintura, desenho, gravura, escultura, objeto e arte popular. A maior parte deste acervo é regionalista e, de certa forma, conta a história da arte de Goiás.

Museu de Arte Sacra da Bahia (BA)
O Museu de Arte Sacra da Universidade Federal da Bahia, restaurado em 1958, tem um conjunto arquitetônico que desfruta de privilegiada vista para o mar: a Baía de Todos os Santos, desde a Ilha de Itaparica até à de Maré. Além da igreja, sacristia, coro, capela interior, refeitório, sala de capítulo e biblioteca, o conjunto dispõe de 16 salões, 12 salas, 10 celas, longos corredores e galerias e duas escadarias de pedra com painéis de azulejos do século 17 nas paredes. O museu mantém exposição permanente do seu acervo, que abrange os séculos 16, 17, 18 e parte do 19.

Museu da Gente Sergipana, Aracaju (SE)
Inaugurado em 2011, o museu abriga um espaço multimídia de última geração e possui salas especiais para a literatura de cordel, onde telas passam trechos de livros de cordel e o visitante pode declamar os versos. Na entrada, há um mapa interativo do estado de Sergipe, dividido em sub-regiões (agreste central, alto e médio sertão e baixo São Francisco), onde é possível ouvir o sotaque dos habitantes de cada região. O museu é dividido em áreas temáticas, tais como Nossas Feiras, Nossos Falares, Nossos Leitos, Nossos Pratos, Nossas Roças, entre outros temas

Museu do Homem do Nordeste, Recife (PE)
Inaugurado em 1979, o museu tem origem na fusão de três museus e seus respectivos acervos: o Museu de Antropologia (1961-1978), o Museu de Arte Popular (1955-1978) e o Museu do Açúcar (1963-1978). É composto por coleções caracterizadas pela heterogeneidade e variedade, agregando desde objetos das famílias de senhores de engenhos, até objetos simples, de uso cotidiano das famílias pobres. A arte popular também se faz presente nas coleções, com brinquedos populares, vestuários e instrumentos das festas populares, objetos dos povos indígenas e muitos outros. Esses conjuntos de peças revelam a diversidade cultural da sociedade nordestina e brasileira e a pluralidade das culturas negras, indígenas e brancas desde nossas origens até os diferentes desdobramentos e misturas que formam o que hoje é chamado genericamente de cultura brasileira

Memorial da Cultura Cearense, Fortaleza (CE)
De natureza antropológica, o museu realiza exposições de média e longa duração com foco nas manifestações e valores culturais do Estado. Essas exposições têm provocado a revalorização do artista popular, em especial do setor de artesanato, reconhecendo sua criatividade e iniciativas e a elevação da autoestima do cearense. Ele conta com dois salões para exposições de longa duração, e, outros dois salões para exposições temporárias de curta duração e com um mini auditório, com instalações apropriadas para concertos, tanto de música erudita como de música popular.

Museu Paraense Emílio Goeldi, Belém (PA)
Instituição de pesquisa vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações do Brasil. Desde sua fundação, em 1866, suas atividades concentram-se no estudo científico dos sistemas naturais e socioculturais da Amazônia, bem como na divulgação de conhecimentos e acervos relacionados à região. Foi vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação por devido possuir acervos de conhecimentos nas áreas de ciências naturais e humanas relacionados à Amazônia, além de promover pesquisas e estudos científicos dos sistemas naturais e culturais da região. É a mais antiga instituição na região amazônica, sendo reconhecida mundialmente como uma das importantes instituições de investigação científica sobre a Amazônia brasileira.

Museu do Teatro Amazonas, Manaus (AM)
Principal símbolo cultural e arquitetônico do Estado, é localizado no Largo de São Sebastião, no centro de Manaus, mantém viva boa parte da história do ciclo da borracha, época áurea da capital amazonense. Inaugurado em 1896, o teatro surpreende e encanta pela imponência. Tombado como Patrimônio Histórico Nacional em 1966, o Teatro Amazonas preserva parte da arquitetura e decoração originais. O estilo arquitetônico é renascentista, com detalhes ecléticos. Na área externa, a famosa cúpula chama a atenção pela exuberância, composta por 36 mil peças nas cores da bandeira brasileira, importadas da Alsácia, na França. A maior parte do material usado na construção do teatro foi importada da Europa: as paredes de aço de Glasgow, na Escócia; os 198 lustres e o mármore de Carrara das escadas, estátuas e colunas, são da Itália.

Casa dos Povos da Floresta, Rio Branco (AC)
Inaugurada em 2003, a Casa dos Povos da Floresta imita uma maloca indígena e retrata a história de ribeirinhos, seringueiros e índios e está localizada dentro do Parque da Maternidade, ponto turístico de Rio Branco. Com o intuito de valorizar e guardar toda essa história é que surgiu a proposta de criação da Casa, a fim de que cada vez mais os acreanos pudessem ter conhecimento da sua história, orgulhando-se do seu passado, preservando para o futuro. Além de ter uma exposição permanente do imaginário amazônico, com mitos e lendas transmitidas oralmente por seringueiros, ribeirinhos e indígenas, de pai para filho, a Casa dos Povos da Floresta também disponibiliza um acervo em vídeo e uma biblioteca sobre a história do Acre, enfocando os povos tradicionais e a sociedade mais recente. Compõe também o aspecto tradicional da Casa, uma exposição de artesanato indígena e regional. A arquitetura do espaço foi inspirada nos grandes Kupixáuas (grandes casas indígenas). A pintura no piso de entrada é inspirada na pintura corporal Yawanawá.

Instituto Inhotim, Brumadinho (MG)
O Instituto Inhotim está sob o domínio da Mata Atlântica, com enclaves de cerrado nos topos das serras. É um dos mais relevantes acervos de arte contemporânea do mundo e uma coleção botânica que reúne espécies raras e de todos os continentes. É o único lugar da América Latina que possui um exemplar da flor-cadáver, uma espécie nativa da Ásia conhecida como sendo a maior flor do mundo. Os acervos são mobilizados para o desenvolvimento de atividades educativas e sociais para o público de faixas etárias distintas. Seu jardim botânico tem 4.300 espécies em cultivo, marca atingida em 2011, e está cercado por mata nativa, com 30% de todo o acervo em exposição para o público (cerca de 102 hectares em 2011). Além das 170 obras de arte em exposição, o museu conta com 98 bancos do designer Hugo França (?). O primeiro banco foi colocado no jardim em 1990, sob a sombra da árvore tamboril, um dos símbolos do parque. Os bancos são feitos de troncos e raízes de pequi-vinagreiro, árvore comum na Mata Atlântica, que são encontrados caídos ou mortos na floresta.