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Insônia
 
 
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A insônia é um distúrbio do sono marcado por dificuldades em adormecer ou até por manter-se adormecido durante o tempo desejado.

Após uma noite com insônia é comum sentir sonolência, falta de energia, irritabilidade e, até, sintomas muito relacionados à depressão, que pode se desenvolver a medida que os episódios de insônia se tornam frequentes.

Quem sofre de insônia precisa tomar muito cuidado ao dirigir para evitar acidentes na cidade ou na rodovia. A insônia também está relacionada a dificuldades de aprendizagem e concentração.

Segundo a Associação Brasileira do Sono (ABS), 73 milhões de brasileiros sofrem de insônia. E ela atingi cada vez mais pessoas residentes em grandes cidades, onde o ritmo é mais acelerado e dormir 8 horas pode ser considerado luxo.



TIPOS
Segundo informações do Portal Drauzio Varella, são dois tipos de insônia: aguda e crônica. A insônia aguda é caracterizada pela dificuldade em pegar no sono diante de uma situação de estresse, como problemas no casamento ou perda de um ente querido. Segundo o neurofisiologista Flávio Alóe, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (HCFMUSP), a insônia crônica, mais comum nas faixas etárias mais avançadas, atinge de 30% a 50% da população e constitui um problema de saúde pública.

CAUSAS
Há pessoas que vivenciam a insônia por alguns dias ou semanas, muitas vezes relacionada a causas específicas como problemas financeiros, desemprego, conflitos, desarmonia no lar ou no trabalho, dentre outros.

Agora, atenção. Nem sempre a insônia é uma mera inconveniência. Em muitos casos, trata-se de um distúrbio associado ao aumento do risco de morte, doença cardiovascular, depressão, obesidade, dislipidemia (presença de índices elevados de gordura no sangue), hipertensão, fadiga e ansiedade. Nos quadros crônicos, está associada a acidentes automobilísticos, domésticos e no trabalho.          

É importante saber que a insônia é um sintoma secundário, assim como a febre. Exatamente por isso, o tratamento precisa levar em consideração as causas e não somente tratar os sintomas.

Algumas das causas mais comuns da insônia são:


ESTRESSE
Quando as preocupações tomam conta da mente o sono pode ser o primeiro a reclamar. Mas, afinal, com o que tanto a gente se preocupa a ponto de não conseguir dormir? São inúmeras as preocupações mas em geral estão relacionadas ao trabalho, estudos, saúde, família. Divórcio, perda de emprego, conflitos. Estar estressado é realmente um motivo a mais para viver noites em claro, com insônia.

A dica é se cuidar, sempre! Buscar atividades em que possa descansar a mente, tais como prática de exercício físico, yoga, meditação, caminhada, contato com a natureza e com animais. Corpo e mente equilibrados rendem mais saúde e disposição.


ANSIEDADE
Você é ansioso? Conhece alguém assim?

Sabia que a ansiedade pode atrapalhar o sono também. Tanto a ansiedade diária quanto os transtornos graves de ansiedade e o transtorno de estresse pós-traumático podem atrapalhar o sono.

E para os ansiosos de plantão, fiquem sabendo que preocupar-se com a dificuldade que terá para dormir também pode levar à insônia mais facilmente. É como se ao pensar que ela chegará contribui para que ela realmente tome conta de você. O melhor nesses casos é desviar o pensamento, mudar o foco. Vale também a dica das práticas de exercícios e atividades relaxantes.


DEPRESSÃO
Tudo junto e misturado. Estresse, ansiedade e depressão. Essas três complexas situações têm sido diagnosticadas cada vez mais em jovens e adultos nessa vida corrida, agitada e sem pausa para o cuidar de si.

A insônia é muito comum nos casos de depressão. Mas, também é comum pessoas com depressão dormirem muito, mais até do que o normal.

Outras situações podem levar à insônia, como é o caso de quem sente dores crônicas, dificuldade para respirar e até para quem tem necessidade frequente de urinar, como acontece com muitas gestantes que levantam a noite para urinar e sentem dificuldade de voltar a dormir.

Alguns exemplos de condições associadas à insônia incluem: artrite, câncer, insuficiência cardíaca, doença pulmonar, distúrbios da tireoide, AVC (acidente vascular cerebral), doença de Parkinson e Alzheimer.


HÁBITOS
Já ouviu falar em relógio biológico? Pois bem, todo mundo tem hábitos que levam o organismo a se acostumar com determinadas coisas em determinadas horas. Hora de acordar, de comer, de ir ao banheiro, de trabalhar...

Quando a gente viaja o corpo, muitas vezes, fica meio perdido. É comum também acontecer do corpo se perder quando mudamos, por exemplo, o horário do trabalho. Pessoas que trocam o dia pela noite em longas jornadas de trabalho também podem viver episódios de insônia. O fato é que maus hábitos de sono podem ocasionar insônia. Irregularidade do sono, como dormir e acordar em horários diferentes todos os dias; atividades estimulantes antes de deitar-se; dormir em ambientes inapropriados e desconfortáveis, como num lugar muito iluminado, dormir em frente à televisão ou dormir com a luz acesa são todas condições propícias para a insônia chegar.

Os medicamentos também podem ser grandes facilitadores para a chegada da insônia. Alguns exemplos: antidepressivos, remédios para controle da pressão arterial, antialérgicos, estimulantes e corticosteroides.


CAFÉ, CIGARRO E ÁLCOOL
Estimulantes bem conhecidos como cafés, chás e refrigerantes a base de cola podem desencadear episódios de insônia.

Para algumas pessoas, beber café à noite atrapalha e dificulta o início do sono. Já a nicotina em cigarros ou outros produtos derivados do tabaco é outro estimulante que pode causar insônia. O álcool pode até ajudar a dormir, mas impede os estágios mais profundos do sono e muitas vezes pode fazer com que uma pessoa desperte no meio da noite.

Também vale a dica das avós: “não coma muito tarde”. Um lanche leve antes de dormir é recomendado, mas comer demais pode fazer com que você se sinta fisicamente desconfortável na hora de deitar, o que pode dificultar a hora de adormecer. Muitas pessoas também apresentam azia e refluxo, que também prejudicam o sono.


IDADE
Quantos anos você tem? Essa pergunta é comum e a resposta pode trazer ainda mais clareza se os episódios de insônia estão mais comuns na sua vida. Se você é jovem, mas convive com pessoas idosas também vai entender a situação.

Barulhos, ruídos, latidos e outras alterações no ambiente podem despertar uma pessoa idosa mais facilmente do que alguém mais jovem. A idade que chega muda o relógio biológico, fazendo com que a pessoa se sinta cansada mais cedo. Acordar bem cedo também é comum entre as pessoas mais velhas. Apesar disso, idosos geralmente precisam da mesma quantidade de sono que pessoas mais jovens.

Menos atividades físicas e sociais também podem causar insônia quando a idade vai aumentando. Já viu idosos ociosos durante o dia que tiram um cochilo ali e outro aqui? Pois bem, essa situação é propícia para a insônia bater na porta a noite.

Os homens mais velhos desenvolvem frequentemente um aumento da próstata, o que pode levar à necessidade frequente de urinar, interrompendo o sono. Nas mulheres, sintomas da menopausa podem ser igualmente perturbadores e podem impedi-las de ter uma boa noite de sono.

Mas, fique atento, outros distúrbios relacionados, como apneia do sono e síndrome das pernas inquietas, também se tornam mais comum com a idade. Além disso, as pessoas mais velhas normalmente fazem maior uso de medicamentos do que pessoas mais jovens.


QUEM ESTÁ MAIS PROPENSO
Todo mundo pode apresentar quadros de insônia ocasionalmente. Mas os especialistas alertam que algumas pessoas tem um risco maior. É o caso das mulheres. Pessoas do sexo feminino convivem com mudanças hormonais ao longo da vida: o ciclo menstrual, a gravidez e a menopausa são alguns dos exemplos.

Também as pessoas acima de 60 anos têm maior risco de apresentar insônia devido, principalmente às alterações no padrão do sono e a problemas de saúde.

Pessoas com algum distúrbio de saúde mental, como depressão, ansiedade, transtorno bipolar e o transtorno de estresse pós-traumático são mais propensas a apresentar insônia.

E, claro, como já mencionado anteriormente, pessoas sob estresse, que trabalham à noite ou viajam a trabalho e que estejam envolvidas em trocas frequentes de fuso horário também estão em condições favoráveis a conviver com a insônia.


BUSQUE AJUDA
Se você tiver sintomas de insônia e isso estiver prejudicando sua vida, suas atividades diárias, seu desempenho no trabalho ou nos estudos, procure um especialista. O mais importante é compreender o que pode estar causando o problema, afinal, como já mencionado também, a insônia é um sintoma secundário. Busque a causa, cuide-se mais e bola pra frente!

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