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Chikungunya e zika: os novos inimigos
 
 
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 VÍRUS PELO BRASIL
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A microcefalia consiste numa malformação congênita em que o bebê apresenta um perímetro cerebral menor do que o normal.

Há tempos em estado de alerta contra a dengue e com dificuldades para conter o avanço da doença, o Brasil passou a enfrentar o medo de mais dois vírus transmitidos pelo mosquito Aedes aegypgti, o chikungunya e o zika, este último tido pela OMS como uma ameaça global.

Segundo o Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti 2015 (LIRAa 2015), em novembro, o país havia registrado 1,5 milhão de casos de dengue, o que apontava um aumento de 176% em relação ao mesmo período do ano anterior. A região mais afetada, com 63,6% dos casos, era a Sudeste, seguida por Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Norte, nessa ordem.

Na mesma época, o país tinha 6.726 casos confirmados de contaminação pelo chikungunya, entre 17.146 suspeitos. Em janeiro de 2016, o Hospital da Restauração, no Recife, capital do Pernambuco, confirmou o primeiro caso de morte por miosite aguda, doença relacionada ao vírus chikungunya. A vítima foi uma adolescente da aldeia indígena pernambucana de Xucururu. A miosite aguda é uma forte inflamação nos músculos, que pode ser uma reação autoimune do organismo a alguns tipos de vírus e bactérias, nesse caso, o chikungunya.

Tentando combater o crescimento dos casos de chikungunya o Ministério da Saúde, em janeiro de 2016, encomendou 500 mil testes nacionais de biologia molecular para a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O objetivo do governo é acelerar os resultados e reduzir o custo dos exames para diagnóstico das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. O novo teste, chamado de Kit NAT Discriminatório para Dengue, Zika e Chikungunya, vai permitir identificação simultaneamente o material genético dos três vírus, tornando mais ágil o tratamento e evitando assim a necessidade de três testes separados.

Já a contaminação por zika foi confirmada, em 2015, em 18 Estados: Alagoas, Amazônia, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, São Paulo e Tocantins. Em 2016, a doença ganhou as manchetes dos jornais em todo mundo, principalmente depois que Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou que o zika vírus representava uma emergência global, a qual, por sua vez, necessitava uma resposta conjunta de várias nações.

Isso ocorreu após a doença se espalhar de maneira explosiva em inúmeros países no continente americano (Brasil, Barbados, Colômbia, Equador, El Salvador, Guatemala, Guiana, Guiana Francesa, Haiti, Honduras, Martinica, México, Panamá, Paraguai, Porto Rico, Venezuela); na Europa (Dinamarca, Finlândia, Alemanha, Itália, Portugal, Holanda, Espanha, Suécia e Reino Unido); e em Cabo Verde, na África.


ORIGENS E CAMINHOS
O vírus que provoca a febre chikungunya foi isolado pela primeira vez em 1950, na Tanzânia, na África. Em makonde, dialeto local, “chikungunya” significa “aqueles que se dobram”, uma vez que um dos sintomas da doença é a dificuldade de locomoção em decorrência de inflamação e da dor nas articulações. Até 2004, no entanto, não existiam surtos da doença. Foi aí que quadros mais significativos começaram a aparecer no Quênia, espalhando-se pelas ilhas do Oceano Índico.

O vírus da febre chikungunya chegou à Índia em 2006, atingindo 17 dos 28 Estados do país e infectando cerca de 1,39 milhão de pessoas. Em seguida, a doença chegou a Andamão e Nicobar, Indonésia, Malásia, Maldivas, Singapura e Sri Lanka. No ano seguinte, um caso era identificado na Itália. Mais casos levados por viajantes foram registrados, em 2010, no Brasil, nos Estados Unidos, na França e em Taiwan. Cinco anos depois, o vírus estava na Guiana Francesa, que faz divisa com o Estado brasileiro do Amapá.

Já o zika vírus foi identificado pela primeira vez em 1947, num macaco-rhesus, em Uganda, na floresta Zika — daí seu nome. Na década seguinte, o vírus passava a ser identificado em seres humanos nos continentes da África e da Ásia. Um surto maior da doença aconteceu somente em 2007, em ilhas próximas aos Estados Federados da Micronésia. Outro surto atingiu a Polinésia Francesa entre 2013 e 2014, com 8.264 casos suspeitos. No fim de 2015, já existiam registros não só no Brasil como na Alemanha, na Austrália, no Canadá, nos Estados Unidos, na Itália e no Japão.


Brasil
Em 2010, o Ministério da Saúde detectou três casos de chikungunya no Brasil, todos trazidos do exterior, e passou a monitorar o desenvolvimento da doença no país. Em outubro de 2014, já eram registrados mais de duzentos casos, alguns trazidos por pessoas que haviam viajado para países com incidência da doença, como República Dominicana, Haiti, Venezuela, Ilhas do Caribe e Guiana Francesa, e outros autóctones, ou seja, fruto da transmissão do vírus no próprio território nacional.

Já o zika vírus foi identificado no Brasil pela primeira vez em abril de 2015 por pesquisadores da Universidade Federal da Bahia (UFBA), e a confirmação da circulação do vírus em território nacional foi confirmada já no mês seguinte, com o registro de 16 pessoas contaminadas no Rio Grande do Norte e na Bahia.

Segundo um boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, em novembro de 2015, o zika vírus estava em 18 Estados do Brasil. Segundo um relatório da coordenação do Programa Nacional do Controle da Dengue, do mesmo ministério, até outubro, 84.931 casos de zika haviam sido notificados no país, com a possibilidade de o número real de infectados ser muito maior, uma vez que seus sintomas são mais suaves, além de poder ser confundidos com os da dengue ou do chikungunya. Ademais, a notificação de contaminação por zika não era compulsória, ou seja, não havia obrigação de que as secretarias de saúde fossem notificadas.

Em novembro de 2015, Claudio Maierovitch, o então diretor do Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis, do Ministério da Saúde, demonstrava preocupação com a rápida contaminação do zika no Brasil, uma vez que seria a primeira vez em que vírus estaria adentrando um país tão populoso.

Em janeiro de 2016, a OMS declarou que o zika vírus poderia infectar de 3 milhões a 4 milhões de pessoas nas Américas. Segundo a instituição, em razão da maneira como a doença está se espalhando, o Brasil pode ter cerca de 1,5 milhão de casos.


COMBATE AOS VÍRUS
A principal medida do governo brasileiro no sentido de combate às doenças se dá no sentido de eliminar o mosquito transmissor, o Aedes aegypti, que transmite não só a dengue como o chikungunya, o zika e também a febre amarela (está sob controle). No caso do chikungunya, a contaminação também é possível por meio de outro mosquito, o Aedes albopictus.

As fêmeas destas espécies costumam colocar seus ovos em água limpa e parada, o que faz com que o combate à proliferação dependa de toda a população no que diz respeito à eliminação de criadouros. Daí necessidade de informação, vigilância e orientação.

Para evitar que o mosquito se reproduza, as medidas mais eficazes são: fechar caixas d’água; retirar vasilhames do quintal; limpar piscinas com frequência; desentupir calhas; tapar ralos com tela ou higienizá-los com produtos químicos; descartar o lixo de forma adequada e nos lugares corretos; e colocar areia nos vasos de plantas ou eliminá-los.

Já para se proteger contra o Aedes aegypti, outras medidas podem ser tomadas, como: colocar telas nas janelas de casa, usar repelentes e fazer suplementação de vitamina B com acompanhamento médico (a presença da vitamina no organismo faz com que ele libere um odor que afasta os mosquitos).

Do ponto de vista da identificação da doença e do atendimento à população, o governo brasileiro investe no treinamento de profissionais e na preparação de laboratórios de referência para os diagnósticos.


NOVAS TECNOLOGIAS PARA O COMBATE
Em dezembro de 2015, o então ministro da Saúde do Brasil, Marcelo Castro (1950) informou que, além das medidas comuns de combate ao mosquito da dengue, como a orientação à população, a visita de agentes às residências e a aplicação do chamado “fumacê” (inseticida pulverizado em volume ultrabaixo), novas tecnologias seriam usadas nesse sentido.

Entre elas estavam a utilização de mosquitos transgênicos portadores de bactérias que os deixariam estéreis ou de proteínas que causam sua morte e a de sua descendência — este último método já foi usado com sucesso em Juazeiro e Jacobina, na Bahia, e em Piracicaba, em São Paulo, diminuindo consideravelmente o número de insetos. Outra opção para provocar a esterilidade dos mosquitos machos é a utilização de radiação em Aedes não transgênicos.

Outra nova pesquisa, esta desenvolvida pelo Instituto Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro, tem trabalhado com a possibilidade de implantar, em mosquitos machos e em ovos do mosquito, a bactéria Wolbachia, que é transmitida por meio da reprodução, reduzindo a transmissão do vírus. Esta técnica já foi testada na Ilha do Governador e em Niterói, no Estado do Rio de Janeiro, também com resultados satisfatórios.

Há ainda as armadilhas com pasta de larvicida, desenvolvidas pela Fiocruz, colocadas perto de criadouros de mosquitos, que fazem com que os mosquitos que entram em contato com elas levem o larvicida para outros criadouros. Estas também obtiveram bons resultados quando utilizadas em um bairro de Manaus e em outra cidade amazonense, Manacapuru.

Para serem aprovadas, no entanto, essas medidas precisam, muitas vezes passar pela aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e de grupos que desconfiam da possibilidade de um desequilíbrio ecológico a partir dessas ações.


Transmissão
Sabemos que tanto a febre chikungunya quanto o zika vírus só são transmitidos por meio da picada do mosquito Aedes aegypti contaminado (no caso do chikungunya, o Aedes albopictus também exerce esse papel). O mosquito transmissor, por sua vez, está apto para o contágio sete dias após ter picado uma pessoa portadora do vírus, permanecendo contaminado por toda a sua vida, que dura cerca de 45 dias. Uma pessoa picada por um desses mosquitos leva entre 2 e 12 dias para manifestar os sintomas.

O ambiente ideal para a proliferação do mosquito é o quente e úmido. Por isso as localidades de temperatura tropical e subtropical são as que registram mais casos dessas doenças. Mas os ovos podem suportar até um ano de seca a espera de um ambiente propício para se desenvolver, o que agrava na persistência desses insetos em nossos ambientes. Quando adultas, as fêmeas se alimentam de sangue, que tem as proteínas adequadas para o desenvolvimento de seus ovos, podendo infectar pessoas e dando continuidade a esse ciclo.

O hábito mais comum desses mosquitos é o de picar durante o dia, principalmente no começo da manhã e no fim da tarde, geralmente na região das pernas, por voarem baixo. Mas isso não é regra, e eles podem picar em outros horários do dia e da noite, bem como em outras partes do corpo.


Sintomas
Tanto os sintomas da febre chikungunya quanto os do zika vírus são muito parecidos com os da dengue, podendo, inclusive, ocorrer contaminação assintomática. Mas existem algumas diferenças sutis que podem ser notadas.

Os principais sintomas da febre chikungunya são febre alta, mal-estar, cansaço, cefaleia, erupções cutâneas, náuseas, vômitos e dor muscular e nas articulações, principalmente nas mãos e nos pés. É muito comum haver uma recaída após cerca de dez dias do início da doença, podendo durar até três meses. Uma parcela de pessoas contaminadas chega a apresentar sintomas até três anos depois.

Os sintomas do zika vírus costumam ser mais suaves, manifestando-se em menos de 20% das pessoas contaminadas. A doença tende a ter evolução benigna, sem morte associada, durando cerca de sete dias, e tem como sintomas febre baixa, olhos vermelhos sem secreção ou coceira, erupções cutâneas com pontos brancos ou vermelhos, além de dores musculares, nas articulações, de cabeça e nas costas.


DENGUE, CHIKUNGUNYA E ZIKA
Apesar da forma de contágio semelhante e de sintomas em comum, existem algumas diferenças entre essas três doenças. A dengue segue sendo a mais perigosa, enquanto a zika seria a mais suave, rápida e sem sequelas.

Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), por exemplo, a letalidade em decorrência da contaminação pelo chikungunya é mais rara do que nos casos de dengue. Houve um aumento de casos de óbito por contaminação por este vírus apenas nas epidemias que duraram de 2004 a 2008 na Índia e na Ilha Maurício. O óbito também não é associado aos casos de contaminação por zika.

Entre as diferenças de dengue, chikungunya e zika estão que estes dois últimos raramente apresentam choque ou hemorragia grave. Além disso, a dengue costuma ter febres mais elevadas, e o zika, mais baixas. O chikungunya, por sua vez, além de um início mais agudo, tem febres de duração mais curta. As dores nas articulações e tendões, no entanto, tendem a ser mais intensas nos casos de chikungunya, havendo a possibilidade de sequelas por um período mais longo, diferente do zika e da dengue.

As manchas na pele, por sua vez, costumam aparecer desde o começo nos casos de contaminação por zika. Nos casos de contaminação por dengue e chikungunya, quando aparecem, tendem a surgir a partir do terceiro dia de sintomas. Já as dores de cabeça também são mais intensas nos casos de dengue. E a vermelhidão nos olhos pode acontecer tanto na zika quanto no chikungunya, mas não na dengue.

Já foram encontrados casos de contaminação simultânea por dengue e chikungunya. Casos em que as três doenças tenham sido detectadas em um mesmo organismo, porém, ainda não haviam sido registrados no começo de 2016.


Diagnóstico
Para obter o diagnóstico de febre chikungunya ou de zika vírus é importante estar atento aos sintomas e, em caso de suspeita, procurar um posto de saúde, onde deverão ser feitos o exame sorológico (de sangue) e a análise clínica. Para diferenciar estas duas enfermidades da dengue, existem ainda outros testes que podem ser feitos, como de coagulação, contagem de plaquetas etc.

No final de 2015, pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), de Ribeirão Preto, trabalhavam no desenvolvimento de um chip capaz de detectar, em amostras clínicas de pacientes, 416 tipos de vírus, entre eles os da dengue, da chikungunya e do zika. Dessa forma, os diagnósticos poderiam ser mais rápidos e precisos, ajudando no controle e no tratamento.


Tratamento
Como não existe vacina contra esses vírus e não é possível eliminá-los do corpo, o tratamento para as doenças só envolve a amenização dos sintomas enquanto os vírus cumprem seus ciclos.

Por isso, as recomendações são, por exemplo, repouso e ingestão de líquidos para evitar a desidratação. Em casos mais graves, é indicada a internação, para que seja possível fazer a hidratação endovenosa e proporcionar outros cuidados.

Das medicações, é mais comum o uso de paracetamol ou dipirona para dor e febre, evitando o ácido acetilsalicílico, a aspirina, que tem efeito anticoagulante e pode causar hemorragia. Anti-inflamatórios podem ser usados para dores articulares, mas os não hormonais, como diclofenaco, ibuprofeno e piroxicam, que também podem aumentar o risco de sangramentos. De qualquer forma, a escolha de medicamentos para o tratamento dos sintomas deve ser sempre feita sob a orientação de um médico.

Enquanto estão apresentando os sintomas, os pacientes devem usar repelente e ficar sob mosquiteiros, para evitar as picadas de mosquito, que podem se infectar e continuar transmitindo as doenças para outras pessoas.


Fatores de risco
Alguns grupos correm mais riscos se contaminados por estes vírus. Bebês e idosos (acima de 65 anos), por exemplo, são mais sensíveis à intensidade dos sintomas, seja por apresentarem uma resposta imunológica menor ou, no caso dos idosos, pela existência de outras doenças pré-existentes ou adquiridas simultaneamente. As doenças subjacentes, aliás, são um fator de risco em qualquer idade.

Estar gestante, por sua vez, também é um fator de risco. No caso da febre chikungunya, o vírus costuma não ser transmitido para o feto, mas existem alguns relatos de aborto natural após a infecção. Quando o feto é infectado, porém, há o risco de que o bebê desenvolva doenças neurológicas, sintomas hemorrágicos e doença do miocárdio, entre outras complicações.


Microcefalia
Com a chegada do zika vírus ao Brasil, no entanto, um outro fantasma começou a rondar as gestantes: a possibilidade de que a infecção pelo vírus possa causar microcefalia nos bebês. Esta enfermidade consiste numa malformação congênita em que o bebê apresenta um perímetro cerebral menor do que o normal, não se desenvolvendo de forma adequada. Estes bebês têm um risco de morte maior e, quando sobrevivem, tendem a apresentar dificuldades psicomotoras e cognitivas.

Em janeiro de 2016, ou seja, menos de um ano após o primeiro caso de zika vírus em território nacional, o país já somava mais de 3,4 mil casos suspeitos de microcefalia no Brasil, identificados em dezenas de cidades em vários Estados diferentes A região Nordeste é a mais atingida pela doença, pois concentra 86% dos casos notificados. Pernambuco é o Estado com o maior número de casos que permanecem em investigação (1.125), depois vem Paraíba (497), Bahia (471), Ceará (218), Sergipe (172), Alagoas (158), Rio Grande do Norte (133), Rio de Janeiro (122) e Maranhão (119). Até então, o país tinha 68 casos de morte de bebês em razão da má-formação produzida pela microcefalia.

Embora a associação entre o zika vírus e a microcefalia dos bebês não esteja totalmente comprovada, o levantamento de informações demonstrava que existe, sim, uma correlação destes casos acontecendo no Brasil, principalmente quando a infecção pelo vírus acontece no primeiro trimestre de gravidez, quando há maior risco de malformação congênita.

O que intrigava as autoridades e os profissionais de saúde era que isso jamais ocorreu em outras localidades atingidas pela doença. No surto de zika ocorrido em 2013 na Polinésia Francesa, no entanto, 38 dos infectados desenvolveram síndrome de Guillain-Barré, uma inflamação aguda do sistema nervoso. Para alguns especialistas, isso indica que este vírus possa ter uma atração por este sistema. Diante das incertezas, porém, muitas famílias passaram a acreditar que seria melhor adiar os planos de gravidez para evitar riscos.


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