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Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB)
 
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Partido político brasileiro. Foi registrado no TSE em 1981 e é representado pelo número 15.

Situado politicamente ao centro, é oriundo do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), em que diferentes tendências ideológicas convergiam em oposição à Arena, partido oficial pró-militares. Em 1985 venceu as eleições indiretas em que Tancredo Neves foi eleito presidente. Depois da derrota de seus candidatos a presidente, Ulysses Guimarães (1989) e Orestes Quércia (1994), o PMDB não apresentou candidato nas eleições de 1998 e dividiu-se no segundo turno das eleições de 2002 entre os candidatos do Partido dos Trabalhadores (PT), Luiz Inácio Lula da Silva, e Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), José Serra. Presente na base aliada do governo de Lula, nas eleições de 2010, compondo a chapa com a presidente Dilma Rousseff (PT), chegou à vice-presidência da República com Michel Temer, à época presidente do partido. O cargo de presidente interino do PMDB foi ocupado por Valdir Raupp (PMDB-RO) com a licença de Temer para ocupar a vice-presidência. Saiu das eleições com 5 governadores, 16 senadores (1ª bancada) e 79 deputados federais (2ª bancada). Depois das eleições municipais de 2012 (para prefeitos e vereadores), o quadro de candidatos eleitos do partido em todo o Brasil foi: 1.030 prefeitos, sendo duas capitais, 7.825 vereadores.

Na eleição de 2014, o PMDB conquistou 7 governos estaduais, 19 vagas no Senado Federal e 66 vagas na Câmara dos Deputados. Michel Temer foi consagrado novamente na vice-presidência após disputa acirrada entre Dilma Rousseff (PT) e o candidato derrotado, Aécio Neves (PSDB). Após as eleições, o PMDB indicou o então recém-eleito deputado federal pelo Rio de Janeiro, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) para ser o presidente da Câmara dos Deputados. O deputado foi eleito com 267 votos, sendo grande parte dessa votação oriunda do grupo chamado Centrão, formado por partidos de posição ideológica genérica e próximos ao poder executivo.

No ano de 2015, o governo passou por um período de protestos, reunindo milhares de pessoas pelo país com a demanda de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Em 2 de dezembro de 2015, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) declarou a aceitação da abertura do processo de impeachment. O processo teve início com a formação de comissão especial, formada em votação no plenário da Câmara Federal em 17 de março de 2016, seguido de sessões para apresentação de defesa por parte da acusada. No dia 15 de abril de 2016, foi aberta na Câmara a sessão para admissão do processo de impeachment, por 367 votos a favor, e 137 contra.

Michel Temer assumiu então a presidência interinamente em 12 de maio de 2016. A abertura do processo no Senado Federal é realizada em 19 de abril, seguida a posteriori da aprovação do relatório da comissão, defesa da acusada e julgamento final, realizado em 31 de agosto de 2016, com a condenação da presidente e a perda de seu cargo por 61 votos a 20, sob a acusação de ter cometido crime de responsabilidade fiscal.

Ao longo do processo de impeachment de Dilma Rousseff, no mês de maio de 2016, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, é afastado por meio de mandato emitido pelo Supremo Tribunal Federal, devido ao processo instaurado por quebra de decoro parlamentar. Eduardo Cunha é cassado em votação no plenário da Câmara em 12 de setembro de 2016, e preso preventivamente pela Polícia Federal na Operação Lava Jato no dia 19 de outubro de 2016 e condenado, em março de 2017, a 15 anos e 4 meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Michel Temer assume então definitivamente a Presidência da República no dia 31 de agosto de 2016 até o encerramento do mandato, em dezembro de 2018. Seu governo é marcado por números positivos na economia e diversos escândalos de corrupção, sendo as principais a prisão do ex-ministro Geddel Vieira (MDB-BA) e duas denúncias contra o presidente pela Procuradoria-Geral da República: a primeira referente à delação premiada do empresário Joesley Batista e a segunda devido acusação de envolvimento de Temer com irregularidades no Porto de Santos.

Na eleição de 2016, o PMDB foi o partido que mais elegeu prefeitos, num total de 1.026. A legenda também foi líder em número de vereadores eleitos, 7.551. Em dezembro de 2017, o partido, em convenção nacional extraordinária, aprovou a alteração na sigla e volta a ser chamado pelo nome original, MDB.

Para a eleição de 2018, o partido lançou o ex-ministro da Fazenda e ex-presidente do Banco Central do Brasil, Henrique Meirelles, como candidato presidencial. Henrique Meirelles teve 1.2888.950 milhões de votos, 1,20% dos votos válidos. O partido elegeu 3 governadores, 12 senadores e 34 deputados federais – uma perda de 32 vagas em comparação à eleição anterior.


Michel Temer sendo preso. A caminho da sede da Receita Federal em Março de 2019. Foto: HO/BANDTV/AFP

Em 21 de março de 2019, o ex-presidente Michel Temer é preso em cumprimento de mandato da Operação Lava Jato, expedido pelo juiz Marcelo Bretas, sendo solto após quatro dias de cárcere. Em 9 de maio, é expedido novo pedido de prisão, dessa vez pela Primeira Turma do TRF-2. O ex-presidente é então solto após seis dias preso.



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