ENTENDER O MUNDO/ARTIGOS TEMÁTICOS
Os impactos dos grandes incêndios florestais
 
Conheça
 
    ARTIGO      
 A AMEAÇA DOS INCÊNDIOS FLORESTAIS Imprimir Enviar Guardar
 
Nos últimos anos muito se discutiu sobre incêndios florestais de grandes proporções, queimadas na Amazônia, Austrália, Rússia e Califórnia acenderam um alerta para este tipo de desastre que traz diversos impactos ambientais para a biodiversidade e para as pessoas que vivem nos locais afetados. A origem dos grandes incêndios florestais é variável e difícil de ser detectado, entretanto, quase sempre é resultado da combinação de três fatores: clima quente e seco, com umidades inferiores a 20%; a presença de algum fator específico que inicie o incêndio, como um raio ou até mesmo uma bituca de cigarro; e material inflamável, o que é abundante em ambientes florestais. Os incêndios podem ainda ser agravados devido a ocorrência de ventos que podem espalhar as chamas em um curto período de tempo.




Os incêndios florestais nem sempre se comportam da mesma maneira, dependendo muito do tipo de vegetação de solo e de sua localização, podendo ser classificados de três formas distintas, de acordo com o local por onde o fogo se alastra. O primeiro tipo são os incêndios subterrâneos, no qual o fogo se alastra através de camadas de húmus ou turfa encontrados abaixo das camadas iniciais do solo de ambientes florestais. São comuns em ambientes alagadiços como pântanos e brejos que tendem a acumular esta turfa de forma permeada nas camadas iniciais do solo. Apesar de não serem muito comuns, estes incêndios podem ter alto poder de destruição e grande intensidade de calor. São caracterizados por se alastrar lentamente, tendo em vista a baixa disponibilidade de oxigênio destes locais, sendo de difícil detecção e de combate. Na maior parte dos casos, quando este tipo de incêndio é descoberto, já ocupa grandes áreas, ocasionando a morte da vegetação pela degradação de suas raízes e alteração profunda na microbiota e na disponibilidade de nutrientes dos locais afetados.

Outro tipo de incêndio, este muito mais comum, são os incêndios superficiais, caracterizados, por se alastrarem pela serapilheira, ou seja, daquela cobertura típica dos solos florestais formada principalmente por resíduos vegetais não decompostos, como folhas secas, galhos, pequenos arbustos, entre outros. São incêndios que tendem a se alastrar de maneira bastante rápida, principalmente em épocas de seca, na qual o material da serapilheira está altamente inflamável. Normalmente apresentam chamas abundantes e temperaturas bastante altas, porém, são os mais fáceis de serem combatidos quando descobertos em seus momentos iniciais. Não é incomum que um incêndio superficial se torne o terceiro tipo de incêndio, o incêndio de copa, isto ocorre quando as chamas conseguem se alastrar de forma vertical através de forma vertical chegando até as partes mais altas das árvores. Isto normalmente só ocorre em estágios avançados de incêndios superficiais, em que grande parte da água presente na copa das árvores, foi evaporado devido ao calor intenso ao qual o vegetal foi submetido. Neste tipo de incêndio o fogo começa a se alastrar pela copa das árvores, de forma independente do incêndio superficial, são mais comuns em florestas de coníferas do que em florestas tropicais, devido as diferenças de retenção de água nas folhas entre estas duas vegetações. O combate a este tipo de incêndio é muito difícil e seus efeitos são devastadores, tendo em vista que praticamente toda a folhagem da floresta é queimada, o que leva a morte da maior parte da vegetação. Incêndios superficiais e de copa tendem a ocorrer de forma associada quando se encontram em estágios mais avançados.

Independente da classificação dos incêndios as causas mais comuns são sempre as mesmas, obviamente que existem incêndios naturais, inclusive algumas vegetações necessitam destes eventos para que possam sobreviver, entretanto, o aumento do número de queimadas, bem como do tamanho das áreas atingidas têm causas claramente antropogênicas. As causas humanas mais comuns relacionadas aos grandes incêndios são as práticas agropastoris, não é incomum, mesmo nos dias de hoje, que a limpeza de terrenos para implantação de culturas agrícolas ou de pecuária sejam feitas através do fogo, que pode não ser controlado atingindo áreas florestais encontradas no entorno do terreno ao qual se pretendia limpar. Outras causas podem ser ainda relacionadas ao início de incêndios em ambientes naturais, como por exemplo, fogueiras em áreas de visitação pública, descarte de bitucas de cigarro acesas em áreas de risco, ou seja, com vegetação seca e vento abundante, descargas elétricas, provenientes ou não de fontes naturais, faíscas provenientes do atrito de trens com as estradas de ferro, entre diversos outros motivos.


PRINCIPAIS IMPACTOS CAUSADOS PELOS INCÊNDIOS FLORESTAIS
Os incêndios florestais, em conjunto com os desmatamentos, são a principal causa de destruição destes ambientes. Anualmente milhares de hectares de florestas são queimados e os prejuízos ambientais e econômico são incalculáveis. Além da destruição da floresta, estes eventos impactam de forma negativa outros aspectos, como clima, solo, diversidade biológica e a saúde pública. Não existe um consenso científico do impacto das grandes queimadas sobre o aquecimento global, entretanto estes incêndios acabam liberando grandes quantidades de CO2 na atmosfera, um dos principais gases causadores do aumento do efeito estufa na Terra. Além disso, a grande quantidade de fumaça liberada na atmosfera afeta negativamente a formação de nuvens de chuva, a fuligem liberada pelos incêndios dificulta a evaporação e influenciam na quantidade de vapor d´água presentes nas nuvens, alterando o regime de chuvas na região afetada.

Animais e plantas que vivem ao redor de ambientes que foram queimados também são muito afetados, ao se incendiar um determinado local a disponibilidade de matéria e energia que circula entre os diferentes níveis tróficos é alterada e o equilíbrio das teias ambientais é diretamente afetado. É comum que incêndios de grandes proporções acabem por causar a extinção de animais e plantas mais sensíveis nas regiões em torno do incêndio, o equilíbrio ecológico nestes locais pode demorar anos para ser reestabelecido. O solo, por sua vez, também é grandemente afetado pelas queimadas. Existe um consenso popular que as queimadas poderiam disponibilizar aqueles nutrientes que haviam sido incorporados pela vegetação, fazendo com que os solos ficassem mais ricos após um evento deste tipo. O que não se leva em conta é que as queimadas deixam o solo exposto, permitindo assim uma maior lixiviação do solo, o que levaria estes nutrientes embora nas primeiras chuvas. Além disso, a ausência da vegetação diminui a capacidade de retenção de umidade pelo solo e, consequentemente, da retenção e de uma melhor distribuição dos nutrientes pelas diversas camadas do solo. Ainda, as queimadas acabam com a microbiota do solo, organismos como minhocas, fungos e bactérias, que eram responsáveis pela degradação da matéria orgânica e formação de nutrientes, são eliminados fechando um ciclo extremamente importante de renovação do solo. Finalmente o desmatamento, causado pelas queimadas pode favorecer a compactação do solo, diminuindo a infiltração de água que alimentaria os lençóis freáticos, estes aspectos favorecem processos erosivos que podem terminar em grandes voçorocas, desabamentos e assoreamento de rios, lagos e represas da região afetada.

Além do meio ambiente, nós seres humanos acabamos sendo diretamente afetados pelos incêndios florestais, a fumaça e partículas de fuligem geradas nas queimadas podem afetar diretamente a saúde humana. Em locais afetados é nítido o aumento de casos de problemas respiratórios, como asma e bronquite, podendo evoluir para situações mais graves. Outros problemas como dores de cabeça, náuseas, conjuntivite, alergias, intoxicações também são comuns devido a inalação de fumaça. Além dos problemas de saúde, aspectos recreacionais e de turismo também são afetados. O turismo ambiental vem ganhando força no mundo todo, inclusive no Brasil. Obviamente, a manutenção e preservação destes ambientes é fundamental para o desenvolvimento deste tipo de atividade, que envolve um grande número de pessoas e serviços que, por sua vez, são diretamente afetados quando um tipo de evento deste ocorre. Alguns estudos recentes têm apontado que os danos econômicos indiretos causados por um grande incêndio florestal, como assoreamentos de rios, erosões, extinção de espécies, perdas da capacidade de turismo e de recreação, desemprego, entre outros, são pelo menos dez vezes maiores do que aqueles causados de forma direta pelo incêndio.


OS INCÊNDIOS NO BRASIL E NO MUNDO
No ano de 2019 muita polêmica foi gerada devido as queimadas na Amazônia, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) o número de queimadas detectadas por imagens de satélite, entre janeiro e agosto de 2019, duplicou em relação ao mesmo período de 2018. Sendo o maior número de focos de incêndio registrados na última década. Vale ressaltar que o número de casos registrados no período entre 2002 e 2010 foi maior do que o registrado em 2019, porém os erros do passado não devem ser utilizados como justificativa para o aumento do número de queimadas. A área afetada no ano de 2019 é estimada em aproximadamente 45 mil km2, área semelhante ao estado do Espírito Santo. Os incêndios na Amazônia podem ocorrer de forma natural, principalmente nos períodos de seca, o que não ocorreu em 2019 de forma intensa, devido a isto, cientistas afirmam que os incêndios de 2019 na Amazônia tem origem antropogênica e que o principal motivo das queimadas foi a limpeza de terras por agricultores e madeireiros para criação de novas áreas para plantio e formação de pastos. Segundo Michele Kalamandeen, cientista da Universidade de Cambridge, especialista em sensoriamento remoto e que trabalha atualmente na Amazônia, o fogo é resultado final do processo de desmatamento. Após a retirada das árvores, o que sobra da vegetação é deixada para secar e posteriormente queimado para a limpeza do terreno, que posteriormente é utilizado para pastagens, agricultura ou até mesmo mineração.

A região mais afetada ao longo dos anos pelas queimadas é chamada de arco do desmatamento, uma faixa que se estende do Acre até o estado do Pará, localizado nas bordas da floresta Amazônica, atingindo uma área de 3 mil quilômetros por 600 quilômetros de largura. O combate aos incêndios criminosos nesta área é difícil e o problema está longe de ser solucionado. Atualmente o Ibama, em conjunto com o INPE, possui 4 satélites que monitoram focos de calor no arco do desmatamento, a rapidez no combate a novos focos de incêndio é imprescindível para evitar que o fogo se alastre.

Porém não foi somente a Amazônia que sofreu com incêndios nos últimos anos, um incêndio de enormes proporções atingiu a Austrália no início de 2020, sendo o segundo maior registrado no país até o momento, um incêndio ainda mais grave ocorreu no ano de 2010 e que causou a morte de 173 pessoas. Segundo o governo australiano e dados da WWF (World Wide Found for Nature) no País foram queimados aproximadamente 8,4 milhões de hectares de florestas, o que impactou diretamente cerca de 1,25 bilhões de animais que foram mortos ou feridos. Para se ter uma ideia, na região de Gales do Sul, uma das mais afeadas pelos incêndios, estima-se que 1/3 da população dos coalas tenha sido morta pelo fogo. Além disso, 25 pessoas morreram e cerca de 2.000 casas foram destruídas pelo fogo.

Não se sabe se a origem dos incêndios na Austrália foi natural ou se possui influência humana. Incêndios nesta época do ano no país têm, normalmente, causas naturais e são fundamentais para a manutenção da vegetação nativa. Independente disso, o incêndio que começou em uma pequena área se alastrou rapidamente tomou proporções gigantescas. Autoridades locais dizem que as condições ambientais da época, como altas temperaturas, baixa umidade relativa do ar e ventos constantes, contribuíram para o aumento do fogo. Todas as regiões do país foram afetadas, até mesmo os grandes centros urbanos como Sidney, Melbourne e Canberra tiveram suas rotinas influenciadas pelo incêndio, sendo encobertas por grandes nuvens de fuligem. Segundo dados do governo Australiano, o número alto de focos de incêndio que atingiu o país é resultado da seca recorde que atingiu a Austrália no ano de 2019, sendo o ano mais quente e seco dos últimos dois séculos. Em dezembro deste ano, os termômetros passaram dos 40 graus por vários dias, resultando em uma média de 1,5°C maior que a média histórica para o país. Além do aquecimento global, cientistas australianos ressaltam que o país passou ainda pela influência de um fenômeno climático chamado de Dipolo do Oceano Índico positivo, algo semelhante ao El Niño do Oceano Pacífico, que resulta no aquecimento da superfície do oceano e influencia diretamente as taxas de evaporação e distribuição das nuvens de chuva sobre a Austrália. O resultado destas alterações climáticas foi em uma precipitação menor do que 40% do que é esperado para a mesma época na região, o que deixou a vegetação mais seca e mais propícia a incêndios.

Além da Austrália e do Brasil, a Rússia, Indonésia e a África Subsaariana também sofreram com incêndios recentes. Na Rússia um incêndio de grandes proporções, ocorrido em agosto de 2019 na Sibéria, foi chamado pelo Greenpeace de um dos piores acontecimentos ambientais do século. A nuvem de fumaça formada foi tão grande que seria capaz de cobrir todos os países da união europeia juntos. Segundo a Agência Florestal Federal da Rússia mais de 10 milhões de hectares foram afetados, sendo considerado o pior incêndio dos últimos tempos na região. Na Sibéria, como na Austrália, os incêndios nesta época do ano são comuns e naturais, porém o aumento da temperatura global e os fortes ventos que atingiram a região favoreceram o alastramento dos focos de incêndio. A Indonésia foi outro país atingido por incêndios florestais de grandes proporções. Como no Brasil, no país é comum a queimada de áreas de floresta para limpeza dos terrenos e sua posterior utilização para agricultura e pecuária. No ano de 2019 foram detectados, através de imagens de satélite, mais de 20 mil focos de incêndio. Cientistas ressaltam que esta prática tem trazido danos irreversíveis para a biodiversidade local, tendo em vista que as florestas encontradas no país estão entre as mais antigas e consequentemente com maior número de plantas e animais por área do mundo.

Na África, países como Angola, República Democrática do Congo e Zâmbia também foram afetados por grandes incêndios no ano de 2019. Satélites da NASA, a agência espacial americana, identificaram milhares de focos de incêndio nestes países. Apesar do tamanho destes incêndios estarem longe dos recordes já registrados para estes países, o fenômeno corrobora um problema mundial que extrapola continentes e demonstra que os ambientes florestais estão em perigo no mundo todo. Especialistas africanos acreditam que os incêndios também tenham origem humana, tendo em vista que as maiores concentrações dos focos de incêndio ocorrem em savanas, pastagens ou bosques de regiões agrícolas pobres em que o fogo é utilizado regularmente como ferramenta para limpeza do solo.


O QUE TEM SIDO FEITO PARA COMBATER OS INCÊNDIOS NO BRASIL
Independente da origem do incêndio, natural ou humana, é necessária a criação de planos de contingenciamento efetivos para se evitar que pequenos focos de incêndio se espalhem, tornando-se um evento de grandes proporções. Sem dúvida alguma, as medidas de prevenção que devem ser tomadas, principalmente nas épocas mais propícias as queimadas são mais vantajosas e eficazes do que o combate ao fogo depois de alastrado. Dentro desta perspectiva é necessário, inicialmente, se conhecer a origem dos grandes incêndios de acordo com a região onde ocorrem, desta maneira é possível a realização de campanhas e a tomada de decisão para evitar a fonte de ignição inicial do fogo nestas regiões. No Brasil uma das principais causas do início das queimadas é a utilização do fogo para limpeza de terrenos, prática esta permitida por lei em diversos estados brasileiros. Entretanto a utilização deste tipo de manejo deve obedecer a alguns critérios básicos, como conhecimento das condições climáticas e topográficas do local, além de possuir pessoas treinadas e equipamentos para evitar com que o fogo se alastre.

Especialistas na área ressalta que o uso do fogo deve sempre estar relacionado a processos de conscientização ambiental, evitando-se por exemplo a utilização de queimadas em épocas mais secas, este tipo de ação tende a ser mais efetiva, por exemplo, se o Estado auxiliar no processo de regulamentação, divulgando índices de risco e exigindo que os processos sejam realizados com todos os requisitos necessários para que o fogo não saia do controle. Obviamente que estes parâmetros não se encaixam em casos de incêndios criminosos, que podem ocorrer em qualquer época do ano. Nestes casos é necessária uma ação conjunta entre órgãos ambientais e polícia, visando identificar os autores do incêndio e as causas do mesmo.

O Brasil possui diversos órgãos responsáveis pelo combate a incêndios em áreas naturais, um dos mais atuantes é o Prevfogo (Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis/ IBAMA). Este órgão atua treinando equipes de combate a incêndios de grandes proporções, além de fiscalizar e alocar brigadistas em áreas de risco nas épocas mais secas do ano. Além disso, o Prevfogo é um dos principais responsáveis pela criação de relatórios de impacto deste tipo de evento, bem como de sua ocorrência ao longo dos anos, realizando ainda estudos e pesquisas de formas de combate a incêndios de grandes proporções.

Normalmente, as operações de combate a incêndio no Brasil seguem um cronograma integrado de 4 programas distintos, mas que atuam de forma integrada. O Primeiro passo é a prevenção, que tem como objetivo principal a conscientização da população sobre os riscos e os prejuízos acarretados pelo fogo. O segundo passo consiste no controle de atividades que utilizam o fogo como agente para fins específicos. Neste caso são necessários o monitoramento e a fiscalização da utilização do fogo, no Brasil já existem licenças e autorizações para as pessoas que quiserem utilizar as queimadas para fins agrícolas, elas são emitidas perante o cumprimento de uma série de exigências dos órgãos ambientais. O terceiro passo seria o monitoramento de focos de incêndio que possam sair do controle, principalmente em épocas do ano em que o risco é maior, o monitoramento por satélite, por exemplo, permite que se execute medidas de combate em tempo real, evitando maiores tragédias. E finalmente o Combate propriamente dito, que para ser eficaz deve ser planejado com cuidado por especialistas em combates a incêndios, integrado entre diversos órgãos de combate e realizado por brigadistas treinados e com equipamentos adequados.

De qualquer maneira, existem diversas alternativas ao uso do fogo que poderiam evitar grandes impactos ambientais, processos como adubação verde, agricultura orgânica e apicultura são somente alguns dos exemplos do uso da terra, sem que ela tenha que estar limpa. Muitos estudos atualmente tem demonstrado que é possível a implantação de sistemas sustentáveis de produção, que mantêm a qualidade do solo, garantem um espaço para a biodiversidade e preservam a qualidade dos ecossistemas, sem dúvida o incentivo a técnicas de cultivo deste tipo resultariam em um menor número de queimadas em um futuro próximo.