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Alimentação orgânica: consumo consciente, seguro e sustentável
 
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A produção orgânica no Brasil cresce em média 20% ao ano. Esse aumento se justifica pela busca da população por uma alimentação mais saudável e livre de substâncias tóxicas. A tendência positiva, no entanto, mostra que o caminho é longo.

A legislação para produção orgânica foi regulamentada apenas em 2011 e a produção brasileira ainda é feita por pequenos agricultores e empresários que apostam na consciência dos consumidores. Em países europeus existem há anos redes de supermercados estritamente orgânicos – o que ainda não acontece no Brasil, de maneira geral.

Uma pesquisa realizada pelo Conselho Brasileiro da Produção Orgânica e Sustentável – Organis – traçou o perfil do consumo no Brasil em 2017 e mostrou que 15% compram esses alimentos com regularidade nas grandes capitais. Essa foi a primeira pesquisa sobre o consumo de produtos orgânicos no Brasil.

Verduras, legumes e frutas são os alimentos mais consumidos. O supermercado é o local mais comum para a compra de orgânicos (64%), 84% dos consumidores gostariam de expandir o consumo desses produtos. A maior barreira percebida é o valor elevado dos produtos (62%) e consumidores revelam dificuldade no acesso aos produtos facilmente na rotina diária (32%).

Não existe uma marca forte que represente o setor de orgânicos e a percepção do consumidor é para marcas que aparecem mais na mídia e nas gôndolas dos supermercados, ponto de venda mais relevante.



COMIDA: DO PROBLEMA À SOLUÇÃO
Segundo a ativista indiana Vandana Shiva, “a comida é o maior problema de saúde do mundo”. Ela dedicou boa parte de sua vida desconstruindo supostos benefícios da agricultura industrial, que ela situa como ingrediente principal na receita para acabar com nossa saúde e com a do planeta. Vandana defende o papel de liderança que as mulheres devem desempenhar na luta pela soberania alimentar e a agroecologia.

Ainda segundo a ativista, nas últimas décadas tivemos essa certa ilusão de que os químicos e as corporações são os que alimentam o mundo, mas o que realmente alimenta o mundo é a terra, o sol, a água, a fotossíntese, os insetos que polinizam os cultivos, os micro-organismos que produzem nutriente.

Em segundo lugar, somos nós, mulheres, que nutrimos esse mundo. Ela explica que 70% da comida procede dos pequenos agricultores e as mulheres têm papel de destaque nesse processo de plantio e colheita de alimentos.

Vandana destaque que comida real não é o que compramos nos supermercados em geral, pois lá encontramos, na maioria, produtos vazios nutricionalmente, tóxicos. Ela é enfática ao dizer que muito do que comemos não é comida e não está alimentando o mundo.

Infelizmente a comida deixou de ser uma fonte de nutrientes e se tornou um produto, algo com o qual se especula e se obtém um benefício econômico. A comida é o maior problema de saúde que há no mundo, e também é o maior problema para a saúde do planeta. 75% das doenças e problemas do planeta e dos problemas de saúde da humanidade procedem de uma agricultura globalizada e industrial. A grande ameaça para o bem estar do planeta e a saúde de seus habitantes é a agricultura globalizada e industrial e a forma de produzir, processar e distribuir os alimentos.


CONSUMO E SUSTENTABILIDADE
Vandana Shiva é categórica ao dizer que corremos sérios riscos se continuarmos assim. “Tendo em conta que 75% da destruição do planeta procede de um sistema que nos traz 25% dos alimentos, e que estes alimentos nos adoecem, só necessitamos aumentar ligeiramente nossa dieta globalizada e industrial para matar o planeta”, avalia. Já quase temos um planeta morto, temos um montão de gente doente e a fome se tornará ainda pior. Se continuarmos assim, dentro de um século a partida terá se encerrado para nossa espécie, porque as condições que nos permitem viver terão desaparecido.

Essa mudança para uma agricultura sustentável é uma importante condição para reduzir os impactos ao ambiente, tais como o aquecimento global. A agricultura industrializada é uma atividade que precisa de combustíveis fósseis para seu funcionamento, e isso tem alguns custos financeiros e ecológicos astronômicos.

O fato é que 40% das emissões responsáveis pela mudança climática procedem deste sistema agrícola global que se baseia em combustíveis fósseis, seja para fabricar fertilizantes, mover a maquinaria agrícola ou transportar, sem a menor sensatez, os alimentos de um lugar para outro percorrendo milhares de quilômetros.

Isso tudo decorre do fato de que a indústria do alimento está focada na grande escala. Muita gente precisando receber alimentos em regiões diversas. Transportar alimentos é complexo e exige uma logística custosa, tanto financeira quanto ambientalmente. Está aí um grande aliado da produção orgânica. Faz parte da proposta de se alimentar com produtos orgânicos a valorização dos produtores locais ou, pelo menos, mais próximos do consumidor. Evitar deslocamentos desnecessários, escolher os produtos da região e da época são alguns dos importantes requisitos para a saúde do ambiente e do homem nesse planeta.


SUA SAÚDE AGRADECE
Segundo o INCA (Instituto Nacional de Câncer), “os agrotóxicos utilizados na produção da maioria dos alimentos no Brasil causam danos ao meio ambiente e à saúde do produtor rural e do consumidor”. O INCA sugere: “sempre que possível, dê preferência aos alimentos agroecológicos ou orgânicos”.

Os agrotóxicos são produtos utilizados na agricultura para eliminar insetos ou ervas daninhas nas plantações. Também são chamados de defensivos agrícolas ou agroquímicos. Estudos nacionais e internacionais não deixam dúvidas sobre os danos causados por esses produtos na população, principalmente nos trabalhadores, comunidades rurais e no meio ambiente. Além da contaminação dos alimentos, da terra, das águas – que em algumas situações torna-se imprópria para o consumo humano – temos a intoxicação de seres vivos, como os mamíferos (incluindo o homem), peixes, aves e insetos. Regiões com alto uso de agrotóxicos apresentam incidência de câncer bem acima da média nacional e mundial. Cabe destacar que desde 2009, o Brasil é o maior consumidor mundial desses produtos.

Ainda segundo o INCA, além dos agrotóxicos poderem estar presentes em alimentos in natura de origem vegetal como frutas, legumes, verduras, cereais integrais, castanhas e outras oleaginosas, ou minimamente processados, ou ainda ovos, leite e carnes frescas, também podem estar presentes nos alimentos ultraprocessados como biscoitos, salgadinhos, pães, cereais matinais, lasanhas e pizzas, entre outros, que têm como ingredientes o trigo, o milho, a cana-de-açúcar e a soja, por exemplo.


CONSUMO CONSCIENTE
A sugestão de consumir, sempre que possível, alimentos agroecológicos ou orgânicos deveria ser geral. Quando as pessoas tomam consciência dos riscos que estão submetidas ao consumir alimentos convencionais elas rapidamente passam a buscar outras opções, mais saudáveis e menos agressivas à saúde delas próprias e do meio ambiente.

Saber de onde vem o alimento é outra diferença dos consumidores que estão nessa busca. Conhecer a história de onde vem aquilo que comemos é libertador. Quem plantou, quem colheu, quem distribuiu. É uma cadeia tão vasta e tão complexa, mas hoje existe a possibilidade de rastreá-la para ter certeza de que estamos consumindo um produto realmente orgânico e seguro.

Segundo o Instituto Akatu, organização que atua para o consumo consciente, os impactos positivos de consumir produtos orgânicos vão além dos ganhos para a saúde e a nutrição. Quando o consumidor adota como critérios para a compra de alimentos não só o preço, mas também a qualidade, a origem e as informações sobre os impactos sociais e ambientais causados pelo produtor ou pelo fabricante, entre outros, pode trazer grandes benefícios também para a sociedade e para o meio ambiente. E essas pequenas mudanças nos hábitos cotidianos de consumo de cada indivíduo são essenciais para a transição para um estilo de vida mais sustentável.


ORGÂNICO E NATURAL É TUDO IGUAL?
Antes de ir às compras o consumidor deve estar atento a algumas questões importantes. Não se deve confundir alimentos orgânicos com naturais. Um alimento natural, como o arroz integral, por exemplo, pode ser cultivado por meio da agricultura convencional e, portanto, não ser orgânico, pelo contrário, pode até estar contaminado com muito agrotóxico.

O fato é que alimentos orgânicos, como por exemplo, tomates, mangas, goiabas e muitos outros frutos são mais suculentos do que os produzidos com agrotóxicos. Os pesticidas contaminam os alimentos com muita acidez, tirando deles o verdadeiro sabor. Por isso, comer orgânicos é muito mais prazeroso.

Todo esse contexto, até pouco tempo, era permeado por muitas dúvidas, mitos e tabus. Hoje em dia existem mais feiras, mercados e outros lugares onde a alimentação orgânica é possível e os benefícios desse estilo de vida para nós e para a natureza são cada vez mais conhecidos.


MAIS ATENÇÃO, POR FAVOR!
No Brasil, já é possível consumir diversos tipos de alimentos orgânicos. Além de frutas, verduras e legumes, há arroz, feijão, café, ovo, leite, baunilha, vinhos, temperos, azeite, dentre outros. Há até cosméticos orgânicos!

Isso mesmo. Não é só com a alimentação que devemos nos preocupar. Têm produto químico por todos os lados na hora da faxina, do banho, de cuidar dos animais de casa... Por isso, alternativas naturais nesses momentos ajudam a prolongar a vida dos recursos naturais e deixam nossa vida com muito mais sentido. Afinal de contas, de que adianta, por exemplo, ter uma casa aparentemente muito limpa, mas repleta de venenos que fazem mal a saúde de quem nela vive? É isso mesmo! Produtos utilizados na limpeza doméstica estão lotados de estranhos elementos. Você já leu o rótulo de desengordurantes? A dica é sempre procurar saber o que está por trás dos produtos que utilizamos e consumimos. É como ser um detetive diário em busca de produtos menos agressivos a sua saúde e ao planeta.

Benzeno, tolueno, glifosato, ácido sulfônico. Já viu esses nomes em algum produto? Pois da próxima vez pense bem se realmente quer levar pra casa esse tipo de produto que faz mais mal do que bem.


POR ONDE COMEÇAR
Com todo esse cenário complexo, muitos consumidores ficam sem saber por onde começar essa mudança que envolve aquilo que fazemos todos os dias: comer. O que comprar? Onde comprar? De quem comprar? Como pagar? Essas são algumas das perguntas que os consumidores se fazem nesse momento de refletir sobre o consumo e seus impactos.

É importante destacar que os alimentos orgânicos, para serem considerados efetivamente como tal, precisam ser certificados, ou seja, precisam garantir ao consumidor que realmente foram cultivados seguindo a legislação. Afinal de contas, há muita gente com segundas e terceiras intenções nesse mercado que sai por aí dizendo que é orgânico quando na verdade não é. No Brasil, a Lei 10.831/2003 dispões sobre a agricultura orgânica. Segundo o texto da Lei: “considera-se sistema orgânico de produção agropecuária todo aquele em que se adotam técnicas específicas, mediante a otimização do uso dos recursos naturais e socioeconômicos disponíveis e o respeito à integridade cultural das comunidades rurais, tendo por objetivo a sustentabilidade econômica e ecológica, a maximização dos benefícios sociais, a minimização da dependência de energia não-renovável, empregando, sempre que possível, métodos culturais, biológicos e mecânicos, em contraposição ao uso de materiais sintéticos, a eliminação do uso de organismos geneticamente modificados e radiações ionizantes, em qualquer fase do processo de produção, processamento, armazenamento, distribuição e comercialização, e a proteção do meio ambiente”.

Para que o consumidor possa se assegurar de estar consumindo alimentos de fato orgânicos, surgiram as certificações.


HISTÓRICO DA CERTIFICAÇÃO
A certificação de produtos orgânicos no Brasil teve início em meados dos anos 1980. Veja que só em 2003 surgiu a legislação específica, mas antes disso, as primeiras iniciativas de organização da produção e de certificação já ganhavam forma. Foi uma cooperativa de consumidores, a COOLMÉIA, no Rio Grande do Sul, em 1978 uma das primeiras organizações a atuar no setor. Em 1984, foi fundada uma entidade de produtores, a Associação de Agricultores Biológicos (ABIO) do Rio de Janeiro, que criou as primeiras normas para credenciamento de propriedades em 1986.

Segundo o IEA (Instituto de Economia Agrícola) ligado à Secretaria de Agricultura de Abastecimento do Estado de São Paulo, em 1986 teve início também os contatos para exportação de produtos orgânicos certificados através do Instituto Biodinâmico de Desenvolvimento Rural (IBD), localizado em Botucatu, Estado de São Paulo, cujo selo já conta com reconhecimento internacional. Após as primeiras exportações, que só se concretizaram em 1990, a demanda por um leque maior de produtos foi intensificada.

Em 1992, a Associação de Agricultura Orgânica (AAO) de São Paulo, fundada em 1989, começou a cadastrar produtores para a feira de produtos orgânicos que organiza semanalmente no Parque da Água Branca. No final de 1996, a AAO lançou seu selo orgânico, permitindo a expansão dos canais de comercialização dos produtos de seus associados, que agora podem ser encontrados nas principais redes de supermercados de São Paulo. Nesse ano, foram exportadas 3.100 toneladas de produtos orgânicos certificados.

O Governo Federal instituiu em 1995 o Comitê Nacional de Produtos Orgânicos (CNPO), para elaborar e aprimorar normas para a agricultura orgânica em nível nacional, com composição paritária entre governo e ONGs que atuam com agricultura ecológica. Fazem parte do CNPO representantes de ONGs das cinco regiões do país, do Ministério da Agricultura, da EMBRAPA, do Ministério do Meio Ambiente e de Universidades. Em outubro de 1998, foi publicada no Diário Oficial da União a portaria no 505/98 do Ministério da Agricultura, com uma proposta de normatização de produtos orgânicos. Esta proposta foi aberta para consulta pública até janeiro de 1999, período em que foram recolhidas sugestões da sociedade civil. Em maio de 1999, entrou em vigor a Instrução Normativa no 7/99 do Ministério da Agricultura e Abastecimento, com o objetivo de estabelecer as normas de produção, tipificação, processamento, envase, distribuição, identificação e certificação de qualidade para produtos orgânicos de origem animal e vegetal.

Estas iniciativas surgiram em resposta a exigências de alguns países como o Japão e da Comunidade Europeia, que passaram a condicionar a importação de alimentos à existência de certificação de qualidade ambiental, o que se constitui em barreira não-tarifária por parte dos países importadores. Outro fator importante para promover a regulamentação relaciona-se ao Mercosul. Argentina, Uruguai e Paraguai já dispunham de regras para produção orgânica, que foram impostas ao país.

Outros certificadores nacionais são a Associação de Agricultura Natural de Campinas e Região (ANC), a Associação dos Produtores de Agricultura Natural (APAN) e a Fundação Mokiti Okada (MOA). Certificadores internacionais, como a norte-americana Farmers Verified Organic (FVO), a francesa ECOCERT-BRASIL e a alemã BCS, também estão atuando no país.


COMUNIDADE QUE SUSTENTA A AGRICULTURA
O conceito de uma Comunidade que Sustenta a Agricultura (Community Supported Agriculture) denominada CSA tem sido uma prática de sucesso para um desenvolvimento agrário sustentável e o escoamento de produtos orgânicos de uma forma direta ao consumidor, criando uma relação próxima entre quem produz e quem consome os produtos.

CSA é um modelo de trabalho conjunto entre produtores de alimentos orgânicos e consumidores: um grupo fixo de consumidores se compromete por um ano (em geral) a cobrir o orçamento anual da produção agrícola. Em contrapartida os consumidores recebem os alimentos produzidos pelo sitio ou fazenda sem outros custos adicionais. Desta forma o produtor sem a pressão do mercado e do preço, pode se dedicar de forma livre a sua produção. E os consumidores recebem produtos de qualidade, sabendo quem os produz e aonde são produzidos.

A CSA oferece uma nova forma de economia em uma atuação conjunta com agricultores ativos e agricultores passivos, para a produção de alimentos. Uma nova forma que oferece vantagens para a terra, plantas, animais e o homem. Nos últimos anos o conceito da CSA despertou grande interesse nos âmbitos de desenvolvimento regional, alimento e agricultura orgânica. CSA BRASIL começou o seu trabalho no ano de 2011 com a meta de proteger as pequenas estruturas agrícolas através da formação de sítios da CSA em diferentes localidades. E para contribuir de forma efetiva com a melhora da situação alimentar de crianças e adultos. No Brasil existem hoje projetos em vários Estados.


MAIS MOTIVAÇÃO, MAIS AÇÃO
São inúmeros os benefícios de cuidar da alimentação. Ao consumidor, cabe fazer suas próprias escolhas, mais ou menos conscientes. Nesse processo, o Ministério do Meio Ambiente listou dez motivos para consumir produtos orgânicos:

1. Evita problemas de saúde causados pela ingestão de substâncias químicas tóxicas;

2. Alimentos orgânicos são mais nutritivos. Solos ricos e balanceados com adubos naturais produzem alimentos com maior valor nutritivo;

3. Alimentos orgânicos são mais saborosos. Sabor e aroma são mais intensos – em sua produção não há agrotóxicos ou produtos químicos que possam alterá-los;

4. Protege futuras gerações de contaminação química. A agricultura orgânica exclui o uso de fertilizantes, agrotóxicos ou qualquer produto químico e tem como base de seu trabalho a preservação dos recursos naturais;

5. Evita a erosão do solo. Por meio de técnicas orgânicas, tais como rotação de culturas, plantio consorciado, compostagem, o solo se mantém fértil e permanece produtivo ano após ano;

6. Protege a qualidade da água. Os agrotóxicos utilizados nas plantações atravessam o solo, alcançam os lençóis d’água e poluem rios e lagos;

7. Restaura a biodiversidade, protegendo a vida animal e vegetal. A agricultura orgânica respeita o equilíbrio da natureza, criando ecossistemas saudáveis;

8. Ajuda os pequenos agricultores. Em sua maioria, a produção orgânica provém de pequenos núcleos familiares que tem na terra a sua única forma de sustento. Mantendo o solo fértil por muitos anos, o cultivo orgânico prende o homem à terra e revitaliza as comunidades rurais;

9. Economiza energia. O cultivo orgânico dispensa os agrotóxicos e adubos químicos, utilizando intensamente a cobertura morta, a incorporação de matéria orgânica ao solo e o trato manual dos canteiros. É o procedimento contrário ao da agricultura convencional que se apoia no petróleo como insumo de agrotóxicos e fertilizantes e é a base para a intensa mecanização que a caracteriza;

10. O produto orgânico pode ser certificado. A qualidade do produto orgânico tem que ser assegurada pelo Sistema Brasileiro de Conformidade Orgânica coordenado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), o que garante ao consumidor que está adquirindo produtos mais saudáveis e isentos de qualquer resíduo tóxico.

Os motivos podem ou não convencer o consumidor que, em um primeiro momento, pensa na praticidade e no preço. Mas, quando colocado na balança todo o prejuízo para a saúde e para o ambiente, a tendência é buscar o quanto antes produtos orgânicos. Mergulhar nessa reflexão é um caminho sem volta. Consumir de forma consciente não significa não consumir, ou consumir menos, ou pagar mais. Significa sim consumir com atenção, escolher de fato o que colocamos na nossa mesa, sabendo que desde a escolha das sementes que passam pelas mão de trabalhadores em condições dignas até a colheita do alimento e a distribuição existe um longo caminho que pode ser mais ou menos sustentável. E você pode ser um importante elo dessa cadeia, afinal, seu consumo também transforma o mundo.


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