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  A Biblioteca do Congresso, em Washington, é a Biblioteca Nacional dos Estados Unidos

Um documento é uma expressão do pensamento (biografia, relato, texto laudatório, funerário, testamentário etc.) que se representa por meio de signos (letras, desenhos, imagens) e que se encontra sobre um suporte (pergaminho, papel, lenço, película, fita etc.). Os documentos se guardam, ordenam, classificam e conservam em arquivos ou bibliotecas.

AS BIBLIOTECAS
Uma biblioteca é um lugar no qual estão depositadas diversas formas de informação, a qual pode estar, por sua vez, registrada em distintos formatos, desde livros até microfilmes, revistas e gravações, passando por filmes, diapositivas (fotografia positiva em cristal), fitas magnéticas, fitas de vídeo ou suportes digitais.

A biblioteca é um serviço cultural — público ou privado — em que o conhecimento é organizado e mantido em depósito (o conjunto dos suportes), classificado (a ordenação dos documentos), conservado e consultado, através da leitura ou do empréstimo dos livros ou de outros materiais.

Esses trabalhos são feitos seguindo as normas ditadas pela biblioteconomia, disciplina que estuda a organização e administração das bibliotecas e analisa os métodos de catalogação e ordenação bibliográfica.


OS ARQUIVOS
Um arquivo contém um conjunto de documentos produzidos e recebidos por um organismo público, uma instituição, uma empresa ou um indivíduo. Essa documentação é sempre resultado de alguma atividade. Ela é conservada no intuito de ser possivelmente utilizada com fins jurídicos ou históricos.


Os arquivos são regidos pelas normas da arquivologia, que se ocupa da conservação dos documentos e de sua organização para facilitar a consulta.
Para tratar os documentos dos arquivos, os especialistas se servem da diplomática, disciplina que tem por objeto os diplomas, cartas e outros documentos oficiais, para determinar sua autenticidade, sua integridade e época ou data em que foi feito. Portanto, a diplomática inclui as normas de estudo dos documentos, tanto de suas características externas como internas (tipo de papel e de letra, época, autor, proprietários, história do documento etc.).


SERVIÇOS EM BIBLIOTECAS E ARQUIVOS
O usuário que acede a uma biblioteca ou a um arquivo pode utilizá-los de diversas maneiras e segundo suas necessidades.

Consulta. Tanto nas bibliotecas como nos arquivos existe uma sala específica para o serviço de consulta. As instalações desempenham um papel fundamental, não só para conservar os documentos em ótimas condições, mas também para oferecer a suficiente comodidade ao usuário.

Empréstimo. A maioria das bibliotecas oferece um serviço de empréstimo, ainda que geralmente este não contemple todo o material recopilado. Com esse serviço se permite ao usuário associado à biblioteca sacar a obra elegida para sua leitura ou consulta durante um período de tempo limitado. Geralmente os arquivos não oferecem esse serviço, pois, na maioria das vezes, guardam documentação única que deve ser preservada e guardada, para evitar a possibilidade de perda ou desaparecimento.

Empréstimo entre bibliotecas. Quando o livro que interessa ao usuário se encontra em outra biblioteca, é possível o uso desse serviço, através do qual uma biblioteca contata outra para que esta lhe envie o livro desejado pelo usuário.


UM ARMAZÉM PARA CADA NECESSIDADE


Desde as bibliotecas nacionais até os ônibus-biblioteca, existe uma grande variedade de tipologia de bibliotecas.

Salvo exceções, as bibliotecas nacionais, as públicas e as escolares ou universitárias são bibliotecas gerais, ou seja, que não se limitam a um único tema, mas que contemplam uma grande diversidade de matérias e estão abertas ao público em geral.

Além disso, existem bibliotecas especializadas, onde é recolhido tudo o que foi produzido sobre um tema concreto. A maioria está relacionada com empresas, organizações e instituições.


AS BIBLIOTECAS NACIONAIS
As bibliotecas nacionais acolhem o material produzido em um âmbito político ou territorial determinado com a intenção de preservar e difundir o patrimônio bibliográfico do lugar.

No Brasil, a Biblioteca Nacional foi fundada em 1810, no Rio de Janeiro, por D. João VI (1767-1826), a partir de sessenta mil volumes que pertenciam à Biblioteca Real da Ajuda. A BN é atualmente a maior biblioteca da América do Sul, com cerca de 3,5 milhões de peças, entre livros, periódicos e manuscritos.

Outras bibliotecas importantes da América Latina são:
Biblioteca Nacional Argentina Criada em 1810 e com sede em Buenos Aires, seu funcionamento está ligado à Secretaria de Cultura da Presidência da Nação.

Biblioteca Nacional do Chile Fundada em 1813, no momento de sua criação se especificou em um documento que “o primeiro passo que dão os povos sábios é proporcionar a si mesmos grandes bibliotecas”.

Biblioteca Nacional do México Criada em 1833, desde 1967 forma parte do Instituto de Investigações Bibliográficas da Universidade Nacional Autônoma do México.

Biblioteca Nacional da Venezuela Criada em 1810, atualmente organiza um sistema de bibliotecas públicas formado por mais de setecentas bibliotecas e salões de leitura.

Biblioteca Nacional da Nicarágua Fundada em 1882, sua historia está marcada tanto por desastres naturais como pelos conflitos político-sociais do país.

Na América Latina, outras instituições de destaque são a Biblioteca Nacional Eugenio Espejo (Quito, Equador); a Biblioteca Nacional da Guatemala Luis Cardoza e Aragon; e a Biblioteca Nacional de Tegucigalpa (Honduras).

Outras duas importantes bibliotecas para os latino-americanos são:

Biblioteca Nacional da Espanha Com sede em Madri, nasceu como Biblioteca Real em 1712, durante ou reinado de Felipe V.

Biblioteca Nacional de Portugal Criada em 1796 com o nome de Real Biblioteca Pública da Corte.

Em 1989, foi criada, no México, a Associação de Bibliotecas Nacionais de Iberoamérica (ABINIA), da qual fazem parte as bibliotecas nacionais da Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Chile, Equador, El Salvador, Espanha, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, República Dominicana, Panamá, Paraguai, Peru, Portugal, Uruguai e Venezuela (sede da secretaria da associação).
Porto Rico foi admitido como membro em 1990. Essa associação tem como objetivos, entre outros, recopilar e manter a informação atualizada e retrospectiva das bibliotecas nacionais ibero-americanas.


AS BIBLIOTECAS PÚBLICAS
As bibliotecas públicas recolhem e oferecem material dirigido a um amplo espectro de usuários. Para isso conservam grande variedade de documentos (livros, periódicos e revistas, música, vídeos etc.) e englobam seções destinadas a um público amplo (seção infantil, livros em braile, salas de trabalho para grupos de estudantes, entre outras).

Os acervos dessas bibliotecas estão compostos, basicamente, de obras literárias e de referência, assim como de material audiovisual e multimídia.

Geralmente esse tipo de centro é financiado pelo governo municipal, estadual ou federal. Muitas se convertem em verdadeiros focos de cultura e organizam conferências, debates, concertos, exposições e outros eventos.


AS BIBLIOTECAS INSTITUCIONAIS
Dentro das bibliotecas de instituições se contam, entre outras, as escolares e as universitárias. Todas servem de complemento aos programas das instituições às quais pertencem. Seu financiamento procede das instituições às quais estão integradas. No âmbito latino-americano cabe destacar, por sua antiguidade e valor, a Biblioteca da Universidade Nacional Maior de San Marcos, em Lima, no Peru, fundada no século XVI.


AS BIBLIOTECAS ITINERANTES
Cabe destacar a importante função que exercem as bibliotecas itinerantes. Estas freqüentemente adotam a forma de ônibus-biblioteca, ou seja, veículos equipados com uma biblioteca que viajam por um espaço geográfico normalmente carente de uma rede de bibliotecas fixas. Também são consideradas itinerantes aquelas que realizam um serviço de transporte personalizado aos usuários que, por impedimentos físicos (problemas para locomoção ou enfermidade) ou mesmo por comodidade, não podem ou não querem aceder ao edifício de uma biblioteca e preferem receber os livros em casa.

OS ARQUIVOS HISTÓRICOS
A definição do que é histórico depende do tipo de documento e da legislação. Por exemplo, um documento administrativo pode passar para o arquivo histórico aos dez anos de sua criação. Já os documentos notariais passam ao cabo de cem anos, e a maioria dos documentos de Estado, aos cinqüenta anos. A finalidade desses arquivos é basicamente histórica e sua consulta é com freqüência pública.


OS ARQUIVOS ADMINISTRATIVOS
A documentação que não possui antiguidade suficiente para passar aos arquivos históricos forma parte do arquivo da instituição que os emitiu. A finalidade desses arquivos é basicamente jurídica e, quase sempre, seu acesso é restrito. Geralmente os documentos servem para estabelecer antecedentes na tramitação de algum assunto administrativo.

COMO UTILIZAR UMA BIBLIOTECA


O usuário dos serviços de uma biblioteca acode a esta para encontrar um livro ou livros concretos, dos quais conhece, ao menos, seu título ou o nome do autor, ou para encontrar informação sobre um tema em particular, buscando para isso os livros adequados. Em todos os casos, para localizar tais livros o usuário pode seguir três caminhos em função de sua experiência na busca documental.

OS CATÁLOGOS
Um catálogo é a agrupação ordenada de tudo o que existe em uma biblioteca. Esse agrupamento pode seguir distintos critérios: por autores, por títulos, por assunto etc. Os catálogos se encontram nos fichários, que podem ser manuais, em formato papel, ou digitais.
No primeiro caso, geralmente, a busca se faz seguindo a ordem alfabética. No caso do fichário digital, basta introduzir a palavra ou as palavras de referência no buscador e o computador realizará a busca.

Desde a década de 1990, a maioria das bibliotecas passou a incluir seus catálogos na internet. Através desse procedimento, a consulta do patrimônio das bibliotecas ficou bem mais fácil e rápido, pois a internet permite conhecer o arquivo de qualquer biblioteca do mundo.


TIPOS DE CATÁLOGOS
Existem sete tipos de catálogos básicos: por autor, por título, por assunto, por editor, por CDU, por ISBN/ISSN e os catálogos que permitem realizar a busca booleana.

No caso do usuário pretender se informar sobre um tema do qual desconhece o autor ou autores que tenham escrito sobre ele, ou o título das obras que já foram publicadas a respeito, deve dirigir-se ao catálogo por assuntos. Lá, ele encontrará palavras que fazem referência ao tema. Por exemplo, se um estudante quer realizar um trabalho escolar sobre as bibliotecas, deverá buscar não pela entrada “biblioteca”, mas também pelas entradas “catálogo”, “classificação”, “bibliografia”, “livros”, “consulta”, entre outros, ou mesmo por grupos de palavras como “bibliotecas-organização”, “bibliotecas cinematográficas”, “bibliotecas-coleções infantis”, “bibliotecas-Costa Rica” etc.

Cada biblioteca pode ter seu próprio sistema para ordenar os assuntos, mas em geral utiliza-se o sistema comum internacional. A versão latino-americana mais utilizada é a Lista de encabeçamentos de assunto para bibliotecas (Carmen Rovira e Jorge Aguayo, Washington, EUA, Organização dos Estados Americanos, 1967).

Pode suceder que o usuário não tenha suficientes conhecimentos acerca do tema do qual quer encontrar informação. Nesse caso, deve começar por uma base mais elementar: dirigir-se à seção da biblioteca onde se encontram as enciclopédias, as obras gerais e os repertórios bibliográficos. Aqui, se busca informação sobre as bibliotecas, haverá que ler as definições da palavra biblioteca para saber quais são seus elementos relacionados: “biblioteconomia”, “bibliografia”, “história das bibliotecas até o ano 400 d.C.”, por exemplo.

Além disso, na sala de consulta é possível encontrar muitas obras de referência ou enciclopédias que possam incluir listas de livros, ou bibliografias, que façam referência ao tema buscado.

O catálogo por editores contém os nomes dos editores e inclui os organismos responsáveis da publicação e distribuição da obra.

O catálogo por CDU (Classificação Decimal Universal) é o que contém os documentos e segue a ordem dessa classificação.


Este sistema é ou mais utilizado nas bibliotecas; divide em dez grupos ou conjunto dos conhecimentos
humanos e lhes outorga como código cifras do 0 ao 9:

0: Obras gerais.
1: Filosofia. Psicologia.
2: Religião.
3: Ciências sociais. Economia. Direito. Educação.
4: Vago.
5: Ciências puras. Matemáticas. Ciências naturais.
6: Ciências aplicadas. Tecnologia. Medicina.
7: Belas Artes. Entretenimento. Esporte.
8: Linguagem. Literatura.
9: Geografia. História.

Cada grupo se subdivide tantas vezes quanto necessário. Esse é também o sistema de ordenação dos livros nas estantes. Conhecê-los, pois, permite encontrá-los.

O catálogo por ISBN/ISSN (siglas de International Standard Book Number/International Standard Serial Number) contém o código do número internacional normalizado de livros e publicações seriadas. Esses números identificam a maioria dos documentos e aparecem nos catálogos de editores, nas bibliografias e nas próprias publicações. A busca booleana combinada permite uma busca fácil, cômoda e rápida através de catálogos informatizados. Realiza combinando vários termos de busca simultâneos em um ou vários fichários ao mesmo tempo. Por exemplo, nele é possível buscar aquelas obras que tratam de temas específicos, escritos por um determinado autor e publicados por um determinado editor.


OS REPERTÓRIOS BIBLIOGRÁFICOS
O segundo caminho para localizar uma obra é recorrer aos repertórios bibliográficos. Eles são livros ou revistas que se dedicam exclusivamente a reunir todo aquilo que se publica sobre um tema, ou seja, que se dedicam a criar bibliografias sobre esse tema.

Uma bibliografia é uma lista ou relação de obras relativas a um assunto ou a vários, que segue um sistema de citação, a referência bibliográfica, no qual são mencionados, de maneira ordenada e sistemática, todos aqueles elementos que identificam um livro.


A REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
Os sistemas de citação do livro seguem a seguinte ordem:
sobrenome do autor, nome do autor, título e subtítulo da obra, coleção, número de edição, lugar de edição, editor, data de edição, número de páginas e, se é o caso, número de tomos do qual se compõe a obra.


O BIBLIOTECÁRIO
O terceiro caminho para encontrar o livro desejado é dirigir-se ao bibliotecário. Os bibliotecários têm a sua disposição a formação, a conservação, a catalogação e o funcionamento de uma biblioteca.
Estão a serviço do usuário para agilizar a busca.

O bibliotecário conhece com perfeição sua biblioteca e isso pode ajudar muito o usuário que procura uma determinada publicação ou informações sobre um determinado assunto. Por essa razão, o usuário, basicamente, deverá seguir os conselhos do bibliotecário para fazer a busca nos catálogos ou nos repertórios bibliográficos.


A ORDEM NOS ARQUIVOS
Cada arquivo é classificado e ordenado segundo o tipo e a função dos documentos que possui. Não existe uma norma comum.

Um princípio fundamental é respeitar a unidade de procedência dos documentos. A seguinte subdivisão pode responder a critérios cronológicos, numéricos ou alfabéticos (onomásticos, toponímicos ou de assuntos).


BREVE HISTÓRIA DAS BIBLIOTECAS


A história das bibliotecas é quase tão antiga quanto a história das civilizações.

AS BIBLIOTECAS NA ANTIGÜIDADE
Na civilização que viveu na Mesopotâmia, na Suméria, já se guardavam tábuas de argila com inscrições comerciais e legais (compra de grãos, venda de terrenos, estatutos dos sacerdotes, posições das estrelas, textos religiosos etc) nas quais se utilizava a escritura cuneiforme, o antepassado remoto do alfabeto ocidental. A finalidade dessas “bibliotecas” não era difundir ou preservar os conhecimentos, mas guardar o material escrito.

Já na civilização egípcia, a primeira biblioteca foi estabelecida por Ramsés II (séc. XIV-séc. XIII a.C.) no ano 1250 a.C. e contava com vinte mil papiros.


A BIBLIOTECA DE ALEXANDRIA
Durante o período helenístico, a maior biblioteca foi a de Alexandria, considerada a mais importante de toda a Antigüidade. Essa imensa biblioteca chegou a ter setecentos mil volumes e foi um dos maiores centros intelectuais que existiram em toda a história da humanidade.
A biblioteca foi construída e mantida pelos Ptolomeus, os reis gregos que herdaram a porção egípcia do império construído por Alexandre, o Grande (356-323 a.C.).

Constava de dez salas de investigação, cada uma delas dedicada a um tema, e incluía, entre outras dependências, um zoológico, várias salas de dissecação, um observatório e uma sala de discussão e debate. A coleção de livros abarcava todas as culturas e línguas, e se formou através de um sistema de agentes que eram enviados por todo o mundo para comprar bibliotecas.

A biblioteca foi destruída deliberadamente em um incêndio no ano 391. Somente sobreviveu uma pequena parte de suas obras e fragmentos dispersos. Com sua destruição desapareceu a possibilidade de recuperar os conhecimentos científicos e históricos da época.

Durante sua existência foi o grande armazém de sabedoria do planeta. É considerado o primeiro instituto para investigação da história do mundo e o primeiro lugar onde a humanidade reuniu o conhecimento de um modo sistemático. Um centro que não só se dedicou a recolher e conservar obras, mas que também estimulou a investigação. A comunidade de eruditos da biblioteca explorava a física, a literatura, a medicina, a astronomia, a geografia, a filosofia, as matemáticas, a biologia e a engenharia.


AS BIBLIOTECAS EM ROMA
Por volta do século I a.C., os romanos começaram a criar bibliotecas privadas com obras gregas e latinas. A crescente demanda em torno das mesmas deu origem a importantes negócios de copistas e se estabeleceram as primeiras bibliotecas públicas. Essas bibliotecas romanas continham, em geral, uma grande sala de leitura com as paredes repletas de estantes ou nichos onde se acumulavam pergaminhos e códices.

AS BIBLIOTECAS NA IDADE MÉDIA
Durante os séculos VIII e IX, muitos textos foram copiados e conservados por muçulmanos e cristãos. No século X, em Al-Andalus, a biblioteca de Córdoba contava com quatrocentos
mil volumes.

Na Europa ocidental, as bibliotecas medievais por antonomásia foram as dos monastérios, onde se preservaram a literatura e os conhecimentos.
Os monges realizavam cópias manuscritas na sala denominada scriptorium. Existiam, ademais, as bibliotecas das universidades e dos palácios reais. Nesses lugares, os livros se conservavam em armários ou estantes e se leiam sobre mostradores, em reservados individuais dedicados ao estudo ou em nichos situados ao lado das janelas. Os manuscritos ficavam presos à parede ou ao móvel (mesa ou estante para escrever) para evitar seu roubo.

Com a invenção da imprensa a meados do século XV, os livros se tornaram acessíveis a um maior número cada vez maior de leitores, por ou que ou tamanho das bibliotecas se ampliou. Se antes da invenção dos tipos móveis não havia mais que umas quantas dezenas de milhares de livros em toda Europa, até o ano 1500 existiam já dez milhões de livros impressos.


BIBLIOTECAS NOS SÉCULOS XVII-XIX
Nos séculos XVII e XVIII criaram bibliotecas, arquivos e museus nacionais em toda Europa sob os auspícios dos soberanos absolutistas, que tentavam fortalecer seus Estados. As academias científicas, que proliferaram durante o século XVIII a raiz da Ilustração, constituíram importantes bibliotecas especializadas.

As revoluções burguesas do século XIX transformaram a maioria das bibliotecas em centros públicos. A primeira biblioteca pública, financiada pelo governo e desenhada para a formação da população, se fundou em 1850, em Manchester. Também no século XIX começaram a se fundar e a se generalizar as bibliotecas públicas nacionais na Espanha, na América Latina. Nesse mesmo século, os edifícios das bibliotecas ampliaram consideravelmente sua capacidade de armazenar e os pontos de leitura.


AS BIBLIOTECAS CONTEMPORÂNEAS
Na atualidade, as bibliotecas se constroem de modo que possam ser facilmente ampliadas ou modificadas. A estrutura das bibliotecas deve adaptar-se ao ritmo das mudanças do suporte físico dos documentos que acolhem. Essas mudanças se derivam, basicamente, dos avanços das novas tecnologias, que permitem concentrar muita informação em pouco espaço e oferecer informação multimídia de modo simples através da tela do computador.
Essas tecnologias também contribuíram para a conservação de muitos documentos. Permitem, por exemplo, microfilmar ou escanear exemplares únicos, escassos, difíceis de manejar ou em processo de deterioração.

Atualmente, a Biblioteca do Congresso (Library of Congress), fundada em 1800, em Washington, nos EUA, é a maior do mundo. Sua função principal é servir de fonte de informações ao Congresso norte-americano e outros órgãos oficiais do país. Suas estantes contêm mais de 130 milhões de itens, entre os quais estão seus mais de 29 milhões de livros e seus 58 milhões de manuscritos.


PARA SABER MAIS SOBRE O TEMA


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Livro, a memória dos séculos

Gutenberg, o criador da imprensa