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Anorexia e bulimia, a ditadura do manequim
 
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Comer é uma necessidade básica de todos os organismo vivos, os quais desenvolveram, na sua história evolutiva, mecanismos instintivos que os impulsionam a buscar alimentos necessários para sua subsistência. Esta necessidade básica de conseguir ou buscar comida para se alimentar é inata.

Não obstante, para os seres humanos comer é algo mais que simplesmente alimentar-se. Ainda que o organismo humano esteja adaptado para subsistir graças a um aparato digestivo bastante sofisticado, atualmente é possível proporcionar ao corpo o alimento que ele necessita para subsistir praticamente sem que isso implique comer, ingerir ou mastigar alimentos: soros alimentares, energéticos concentrados, alimentos de laboratório etc. são capazes de proporcionar subsistência ao organismo humano.
Comer não é só subsistir, é um ato no qual entram em cena todos os sentidos: a visão, o olfato, o paladar e a sensação da comida na boca podem determinar se a comida é gostosa e pode proporcionar prazer.

Além de uma necessidade nutricional, a ingestão de alimentos é acima de tudo uma atividade cultural. Os diferentes povos e culturas mantêm tradições e significados que formam parte da vida cotidiana das pessoas e está inserida em grande medida na culinária de cada tradição. A maneira de cozinhar ou ingerir os alimentos — comer também é um ato social — e o valor que se dá a eles, assim como as proibições de consumir determinadas comidas em algumas ocasiões, são alguns dos exemplos da importância da alimentação na formação de um povo e de sua identidade.


Ainda que cada região ou território tenha seus próprios produtos alimentícios, a expansão dos mercados e o comércio popularizaram pratos e costumes alimentares, os quais, por sua vez, acabaram tornando-se universais. Nas sociedades contemporâneas, os hábitos da dita dieta tradicional estão, muitas vezes, relacionados com a publicidade ou com a importação de alguns hábitos e costumes de outros países. Um bom exemplo disso é a rápida aceitação das chamadas fast-food (comidas rápidas) ou da dieta mediterrânea.


O APETITE E A SAÚDE


As pessoas reagem de maneiras diferentes frente às situações fora do comum. Assim, enquanto algumas perdem o apetite quando se encontram deprimidas ou tristes, outras, na mesma situação, comem de maneira descontrolada.

Isso evidencia que o estado anímico da pessoa, as crises que ela enfrenta e as tensões psíquicas do dia-a-dia podem incidir em grande medida em tudo aquilo que tem relação com a alimentação e a comida.

Muitas enfermidades também resultam da maneira como os alimentos são processados pelo organismo, como é o caso da diabetes — nome dado à doença que impede o organismo de assimilar suficientemente a glicose fornecida pela nutrição, elevando assim os níveis do açúcar no sangue acima dos limites fisiológicos normais, com a conseqüente manifestação de sintomas mais ou menos graves.

Já outras substâncias como as anfetaminas e outros compostos similares (como a cocaína) podem fazer desaparecer a sensação de fome nas pessoas que as consomem.

A comida é necessária, mas também pode ser um ato de prazer. Para algumas pessoas, a alimentação pode se transformar no centro de sua vida. Em alguns casos comem; em outros, pensam em comer, porém, em ambas as situações a relação que esses indivíduos mantêm com a comida pode chegar a controlar suas vidas.

Quando a dieta se modifica ou quando se produz uma mudança no estilo de vida das pessoas, é possível que sua relação com a comida também mude. Nesses momentos e em determinados casos podem aparecer alterações que se conhecem como transtornos da alimentação ou desordens do comportamento alimentar.

No sentido estrito, os transtornos de comportamento alimentar são alterações de conduta alimentar nas quais os componentes de ordem psíquica têm um peso determinante. Não estão incluídos nessa denominação os transtornos derivados diretamente de enfermidades orgânicas.

Os transtornos alimentares são fruto de distintos comportamentos e podem ser agrupados nas seguintes categorias: Anorexia nervosa; Bulimia nervosa e Hiperfagia ou ingestão compulsiva.

Os dois primeiros estão mais bem definidos que o último, que não é um verdadeiro transtorno alimentar e dentro do qual cabem muitas condutas.


ANOREXIA NERVOSA
Motivada por desequilíbrios emocionais, embora a pressão social com relação à aparência física também exerça um importante papel na formação do quadro dessa enfermidade, a anorexia nervosa atinge sobretudo adolescentes de países desenvolvidos e de nível econômico de médio para alto.

Anorexia nervosa é o extremo emagrecimento, mais comum em mulheres jovens, decorrente da rejeição de alimentos, por motivos emocionais ou psicológicos. O peso corporal pode cair à metade do normal, e a esse comportamento comumente associam-se sintomas como problemas digestivos, acompanhados de vômitos, às vezes induzidos, amenorréia (falta de menstruação), crescimento de pêlos corporais e hiperatividade. Ao contrário do que sucede com vítimas de fome, muitas vezes os pacientes de anorexia nervosa mantêm sua energia e suas atividades cotidianas em níveis aproximadamente normais. Em geral não demonstram preocupação com seu estado de desnutrição, nem sentem fome.

Em casos mais graves, surgem transtornos no equilíbrio hidrossalino, de especial gravidade nos pacientes que provocam o vômito. Relatam-se também alterações cardíacas, que, em casos extremos, podem ser fatais.

Os critérios para diagnosticar uma verdadeira anorexia nervosa são em síntese os seguintes:


Perda significativa de peso, como resultado de dietas drásticas e o medo de abandoná-las, inclusive depois de haver conseguido um peso equilibrado de acordo com a idade e a constituição do indivíduo.

Medo intenso da obesidade, a ponto do indivíduo estar muito abaixo de seu peso normal e ainda assim temer ficar gordo.

Alteração da percepção do próprio aspecto corporal: as pessoas afetadas por esse transtorno distorcem a imagem que têm de seu próprio corpo e nunca estão contentes com seu aspecto.

Mudanças na personalidade: a pessoa torna-se mais irritável e mais suscetível a quadros depressivos.

Alguns casos de anorexia nervosa resultam da prática exagerada de exercícios; do consumo inadequado e compulsivo de laxantes e diuréticos; e da auto-indução de vômitos logo após a alimentação.

O prolongado rechaço de alimentos pode causar sérias conseqüências físicas e fisiológicas.


BULIMIA NERVOSA
A bulimia nervosa é um distúrbio psicológico caracterizado por fome insaciável. O consumo exagerado de alimentos é seguido, em geral, da indução do vômito. Acompanhada por estados de depressão, ansiedade e baixa auto-estima.

As pessoas com bulimia sofrem um grande sentimento de culpa depois de ingerir enormes quantidades de alimentos. Isso as leva, normalmente, a provocar vômitos, tomar laxantes e fazer exercícios físicos em exagero.

Portanto, as principais características da bulimia nervosa são as compulsões periódicas acompanhadas pelos equivocados e perigosos métodos compensatórios para evitar ganho de peso. Esse transtorno é diagnosticado para as pessoas que, pelo menos duas vezes por semana, durante três meses, passam por compulsões periódicas e têm comportamentos compensatórios inadequados.

As pessoas vitimadas pela bulimia nervosa não conseguem controlar o apetite apesar de estarem continuamente preocupados com a comida. Elas não conseguem resistir ao desejo incontrolável de comer muito acima do normal em períodos muito curtos de tempo.

Assim como as pessoas que têm anorexia nervosa, a pessoa afetada pela bulimia nervosa é dominada pelo medo exacerbado de ganhar peso e por uma percepção distorcida de seu próprio corpo.

A bulimia nervosa se origina em dietas para reduzir o peso, tal como ocorre com a anorexia. Os dois transtornos têm muitos pontos em comum. Muitas vezes, a bulimia nervosa aparece no meio ou no final de uma anorexia nervosa, quando a pessoa cede à fome ou a pressão de seu entorno para que coma, e depois de fazê-lo, provoca seu próprio vômito ou faz exercícios demais para perder o peso.

Uma pessoa com bulimia é como um pessoa anoréxica só que sem o autocontrole e a auto-limitação da última. Cerca de metade das pessoas que são vítimas da anorexia nervosa acabam também passando por quadros de bulimia nervosa.


UMA ENFERMIDADE MODERNA E OCIDENTAL


Mesmo com a documentação de alguns casos de bulimia e anorexia em outras épocas, ambos transtornos são considerados frutos da época atual — a partir da segunda metade do século XX, principalmente — e as sociedades urbanas ocidentais são o palco onde elas mais fazem suas vítimas.

Atualmente, o perfil da pessoa afetada por transtornos de comportamento alimentar é o seguinte: mulher (de cada dez casos, nove são mulheres); adolescente ou pós-adolescente (entre os quatorze e os 25 anos) e de nível socioeconômico e cultural médio ou alto, ainda que se possam encontrar casos em todos os níveis sociais.
No final do século XX, a anorexia nervosa afetava entre 0,5% e 1% das mulheres jovens; já a bulimia, entre 2% e 3%.

Para que apareçam esses transtornos é necessário que se produza um prévio desajuste entre as calorias disponíveis e as necessárias para viver. Em comparação com outras épocas, boa parte das sociedades ocidentais atuais dispõem de mais alimentos do que realmente necessitam e têm adotado hábitos alimentares pouco saudáveis. O estilo de vida dessas sociedades tende ao sedentarismo e, além disso, a maioria dos trabalhos diminuiu consideravelmente o esforço físico dos trabalhadores, o que favorece sobremaneira o surgimento dos casos de obesidade. Todos esses aspectos, aliados ao culto ao corpo quase que inefável das top models, levam principalmente as mulheres a se tornarem escravas de um padrão de beleza que dificilmente se encaixará no seu novo padrão de vida.


A INFLUÊNCIA DA SOCIEDADE
Um elemento relevante na aparição desses transtornos é exatamente esse novo padrão de beleza, no qual prevalecem os corpos delgados. A preocupação para ter um corpo magro é comum na sociedade ocidental atual e, como conseqüência, dos fenômenos de comunicação de massa e da globalização. Esse modelo está produzindo uma publicidade voltada para uma espécie de busca pelo corpo perfeito, o qual, por sua vez, deve ser magro.

Segundo a psiquiatra Tatiana Moya, que estuda transtornos alimentares na USP, “a maioria dos jovens com transtornos alimentares tem peso normal ou próximo do normal e, apesar disso, necessita de ajuda médica e de toda a atenção dos pais”.

Isso é resultado, para a psiquiatra Vanessa Pinzon, do Protad (Projeto de Atendimento, Ensino e Pesquisa em Transtornos Alimentares na Infância e Adolescência do Hospital das Clínicas de São Paulo), que “hoje em dia existe não apenas uma campanha contra a obesidade, mas uma campanha contra um corpo normal. As meninas querem ter um IMC (Índice de Massa Corporal) abaixo do recomendado para adultos. Aliás, é um erro comum aplicar esse cálculo para adolescentes”.

Essa paranóia do corpo perfeito está tão ligada ao dia-a-dia das pessoas que até as crianças passaram a sofrer de distúrbios alimentares.

Segundo o endocrinologista Alfredo Halpern, presidente da Associação Brasileira para Estudos da Obesidade, “hoje vemos crianças com oito, nove anos se preocupando exageradamente com emagrecimento”. Isso é o resultado do massacre que as campanhas publicitárias pelo corpo perfeito podem causar.

Uma pesquisa divulgada em 1999, nos Estados Unidos, pela Associação Norte-americana de Pediatria já apontava que “69% das estudantes do colegial nos EUA se sentiam insatisfeitas com o corpo e afirmavam que eram influenciadas pelas imagens das modelos que vêem nas revistas de moda”.

Essa preocupação aumenta na mesma proporção que aumentaram as campanhas para emagrecer e que o modelo de beleza foi se tornando mais e mais esquálido.

Crianças e adolescentes acabam vítimas do ideal físico que é passado pela mídia, sofrem a pressão social por manter-se “em forma”, para a qual o culto às modelos muito magras é apenas mais um fator desencadeador.

Tanto a bulimia quanto a anorexia são doenças que matam apenas em casos raros, mas podem causar problemas como gastrite, ruptura do esôfago e do estômago e alterações na freqüência cardíaca e, principalmente, gravíssimos distúrbios de ordem psicológica.

Em 2006, a anorexia ganhou espaço na pauta dos governantes espanhóis. A ministra da Saúde do país convocou os empresários — entre eles, de grandes redes como a Zara e a Mango — para uma série de reuniões sobre o assunto.

Os encontros fazem parte de uma campanha do governo espanhol para aumentar a numeração das roupas vendidas no país, desencorajar a presença de modelos muito magras em publicidades e combater duas doenças que caminham para o quadro de epidemia: a anorexia e a bulimia.

Em 2006, o número de casos de anorexia e bulimia na Espanha já passou de um milhão e atingiu até a família real, com a enfermidade da Letizia Ortiz, mulher do herdeiro da coroa, Felipe de Borbón.

Segundo a professora de filosofia da PUC-SP, Dulce Cretelli, as meninas que participam de eventos de moda como a São Paulo Fashion Week “são ossos e altura. Meras coisas. E, para se manter nessa condição de puro objeto, não comem, dormem pouco, tratam mal do corpo e da saúde, cultivam a anorexia e a bulimia. É certo que esperam a recompensa de fama internacional e dinheiro, mas as Gisele Bündchen são poucas, raríssimas. Correm atrás de possibilidades ilusórias porque, se não conseguirem atingir a meta em dois ou três anos, estão fora”.


ANA CAROLINA RESTON MARCAN
No Brasil, um caso de anorexia nervosa que se tornou conhecido por muita gente foi o da modelo Ana Carolina Reston Marcan. Ela morreu em novembro de 2006, aos 21 anos, vítima de complicações provocadas pela anorexia nervosa. A própria modelo já havia declarado: “Às vezes ainda me acho gorda. Eu tenho uma imagem distorcida de mim”.

Durante uma entrevista concedida em abril do mesmo ano, a modelo disse que estava trabalhando no Japão quando a obsessão pela magreza causada pela anorexia nervosa começou, segundo ela, a se tornar uma doença. Na época, ela acabou internada em um hospital japonês e em seguida voltou para o Brasil. Segundo ela, “pesava 46 kg (...) e ainda tomava remédio para emagrecer. Cheguei a pesar 42 kg”, disse.

Após o problema vivido pela modelo no Japão, seu quadro foi se agravando e ela acabou sendo internada novamente em 25 de outubro de 2006 em razão de uma insuficiência renal.

Debilitada pela anorexia nervosa, sua pressão arterial caiu muito, o que tornou difícil a respiração. Seu quadro clínico piorou quando a insuficiência evoluiu para uma infecção generalizada. Ana Carolina acabou morrendo. Do alto de seus 1,74 m, sumia em 40 kg.

Ao morrer, seu IMC era de 13. Segundo o índice, quando a pessoa está abaixo de 20, considera-se que está aquém de seu peso ideal.

O caso da modelo brasileira, extremo, é uma comprovação dos graves riscos de se sobrepor os padrões sociais à própria saúde.


IMAGEM FÍSICA E IMAGEM MENTAL


Os critérios para diagnosticar a anorexia e a bulimia nervosa baseiam-se muito na percepção que o enfermo ou a enferma tem de seu próprio corpo, da sua imagem física. Pelo menos no início, as pessoas afetadas podem ter um peso adequado às suas características corporais ou consegui-lo através de determinadas ações. Não obstante, todos os enfermos desses casos nunca se vêem bem. Sua imagem quase nunca os convence. Estão sempre gordos demais. Querem emagrecer sempre. Isso é conseqüência da representação mental que têm de seu próprio corpo, a qual dificilmente corresponde com a realidade.

Todos temos uma imagem mental de nosso corpo que não coincide com a verdadeira, mas, no caso das pessoas que padecem de transtornos alimentares, essa diferença se torna extrema e muito patente e é quase sempre valorada negativamente.

O problema se agrava quando a imagem que uma pessoa tem de seu corpo não somente condiciona a própria imagem mental, mas também o conceito que tem de si mesma. Quando valora seu corpo em termos negativos, também valora negativamente sua pessoa.


CORPO NA ADOLESCÊNCIA
A anorexia e a bulimia podem ter uma especial incidência em diferentes momentos da adolescência, devido sua possível relação com aspectos chave dessa etapa da vida. A adolescência produz mudanças no próprio corpo e está ligada ao abandono da segurança oferecida pela fase da infância e a insegurança da chegada de uma nova vida autônoma e independente.

Nem todas as adolescentes reagem da mesma maneira quando vêem que seu corpo não corresponde aos cânones de beleza estabelecidos.

Construir a própria identidade significa perguntar-se: “Quem eu sou?”. Essa interrogação íntima é essencial para quem já não é mais criança e quem também ainda não é um jovem adulto.

Muitas vezes, o desacordo com o próprio corpo desencadeia um conflito de identidade e produz comportamentos como a anorexia e a bulimia. Nesse sentido, dietas e exercícios podem ser atos de afirmação e de independência. Porém, eles também podem levar a problemas.

As tensões emocionais, os desequilíbrios afetivos e as aceitações ou rechaços dos companheiros e companheiras da mesma idade são fatores que, somados aos anteriores, podem contribuir para a aparição desses e de outros tipos de transtornos durante a adolescência.


OS FATORES DE RISCO


Há vários fatores que podem identificar o surgimento desses transtornos. Entre eles estão situações pessoais difíceis, não saber lidar com as pressões culturais nem com conflitos no âmbito pessoal, ter pouco tolerância à frustração, exigir demais de si, ser perfeccionista ao extremo, sofrer de instabilidade emocional e ansiedade, ter propensão à obesidade.

Todos esses fatores representam a possibilidade de um quadro de distúrbio alimentar se desenvolver. Para isso os pais e as pessoas mais próximas devem estar sempre atentos, pois dificilmente o indivíduo afetado percebe a manifestação da doença.


ALGUMAS CONSEQÜÊNCIAS


Na anorexia a grande perda de peso pode afetar a maior parte das funções do organismo, que se alteram gravemente por razão da péssima nutrição. A pessoa anoréxica pode sofrer queda de cabelo, a pele pode enrugar, podem surgir problemas cardíacos e circulatórios.

Do ponto de vista psicológico, as pessoas tornam-se irritáveis, com péssimo humor, ansiosas e deprimidas. Cada vez têm uma visão mais negativa do mundo que as rodeia. Vivem obcecadas e não podem deixar alguns comportamentos padrões de lado porque a angústia se tornaria muito forte. Repetem de maneira mecânica e compulsiva padrões alimentares inadequados. Isso acaba aumentando a tensão no ambiente familiar e pode ser um grave desagregador.


PREVENÇÃO E TRATAMENTO


O tratamento da anorexia e da bulimia nervosa exige uma plena cooperação entre o paciente, o médico e um psiquiatra. Ou seja, seu tratamento deve ser sempre multidisciplinar.

A prevenção, por sua vez, passa por uma dieta saudável e equilibrada, benéfica para o corpo. Outra maneira é sempre manter os relacionamentos familiares abertos e com muita conversa e compreensão. Isso ajuda o paciente a resolver suas tensões e conflitos. Fazer terapia, não só quando a crise ocorre, também ajuda muito o paciente.


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