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Carnaval, o maior show da Terra
 
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 HISTÓRIA DO CARNAVAL Imprimir Enviar Guardar
 
  No Rio de Janeiro, milhares de pessoas participam dos desfiles dançando noite e dia

Os primeiros registros sobre o Carnaval datam de 4 mil a.C, quando ocorria durante as comemorações dedicadas a Marduk – ou Marduque –, deus supremo dos babilônicos. Nessas festas, os sacerdotes passavam a receber ordens de seus servos e um falso rei era eleito entre os criminosos daquela sociedade. O falso rei ocupava por alguns dias o palácio do monarca babilônico e desfrutava de seu harém. No entardecer do último dia das comemorações, o falso rei era executado. Para os babilônicos, a morte do criminoso expiava-os da culpa e liberava-os de toda malícia do mundo. Só assim o rei podia voltar ao seu trono e governar tranquilamente por mais um ano, pois estava em paz com os deuses. Outra festa que remonta os primeiros indícios de Carnaval é a comemoração egípcia dedicada ao boi Ápis – animal sagrado para essa civilização – e à deusa Ísis.

Já o Carnaval ocidental teve início com as festas greco-romanas, nas quais se comemorava o resultado das boas colheitas. Surgidas na Grécia, tais festividades costumavam celebrar Dionísio (ou Baco para os romanos), deus do vinho, da alegria e dos prazeres carnais. Tais festas guardam algumas semelhanças com as festas babilônicas e egípcias, porém, apesar da proximidade, não é totalmente certo que as primeiras tenham influenciado as segundas.

Semelhantes aos bacanais gregos eram as lupercais romanas, comemoradas no dia 15 de fevereiro e dedicadas ao deus Pã; e as saturnais romanas, comemoradas no dia 17 de dezembro, com duração de sete dias, em que o mais belo dos soldados romanos era declarado rei e obrigado a suicidar-se no último dia no altar de Saturno. Muitos séculos depois, a celebração acabou tornando-se uma brincadeira típica das cidades europeias e com a descoberta da América popularizou-se, principalmente, em alguns países latinos, como o Brasil.  


O CARNAVAL E O CRISTIANISMO
Durante a Idade Média, o Carnaval passou a ser comemorado antes da Quaresma – nome dado, no calendário cristão, ao período marcado pelo jejum, pela oração e pela penitência que começa na quarta-feira de cinzas e termina no domingo de Páscoa. Apesar do cristianismo desse período, a festa permaneceu ainda muito ligada aos ciclos agrícolas. Foi no Concílio de Niceia em 325 d.C – primeiro dos encontros ecumênicos do cristianismo, convocado pelo imperador Constantino na cidade de Niceia, atualmente Iznik, na Turquia – que se estabeleceu o dia da Páscoa, dia da ressurreição de Cristo, no dia 21 de março de cada ano. A partir dessa data se elaborou o calendário da Igreja.

Nessa época, a Igreja perseguia de maneira implacável aqueles que não observavam os jejuns e as abstinências da Quaresma. Então, o Carnaval acabou adquirindo o sentido de ser uma autêntica liberação das privações da Quaresma, tanto que a palavra “Carnaval” vem do latim carnem leváre, que com o infinitivo substantivado se transforma em carne levare, que significa “abstenção da carne”.

O calendário juliano (idealizado por Júlio César) foi reformado em 1582, durante o pontificado de Gregório XIII, e as festas de culto, com o passar do tempo, mudaram de data e de importância, mas não deixaram de se repetir todo ano. Dessa forma, o Carnaval em alguns lugares começa no dia 6 de janeiro e, em outros, como na Itália, na quinta-feira anterior à quarta-feira de cinzas. Na Alemanha, por exemplo, o Carnaval começa no dia 11 do 11 (novembro) às 11 horas e 11 minutos.


O CARNAVAL BRASILEIRO
O Carnaval brasileiro foi introduzido pelos colonizadores portugueses e costumava ser conhecido como “entrudo”, palavra que vem do latim introitus e designa os três dias que precedem as solenidades litúrgicas da Quaresma.

Até a metade do século XIX, o Carnaval costumava ser uma festa de muita sujeira, banhos de água e outros tipos de líquidos. Os escravos a festejavam sujando uns aos outros com polvilho e farinha de trigo, ou jogando água, com o auxílio de uma enorme bisnaga de lata, em outras pessoas que brincavam nas ruas. A festa era uma espécie de batalha campal na qual os brincantes trocavam pelas ruas arremessos de baldes de água, limões-de-cheiro, ovos (muitas vezes podres), tangerinas, digladiavam-se utilizando vassouras e colheres de pau e sujavam-se com gesso, barro e tinta.

Já as famílias brancas e portuguesas, refugiadas em suas casas, comemoravam a data fazendo guerras de laranjinhas – pequenas bolas de cera que se quebravam espalhando água perfumada –, ou então jogando de suas janelas líquidos não tão cheirosos na cabeça dos passantes.

A violência do entrudo levava as pessoas a evitar sair às ruas durante os dias de festa, o que propiciou o surgimento dos bailes de máscara, realizados apenas para a elite durante o Primeiro Império e, a partir da década de 1840, para a classe média. Ainda hoje em Recife há uma brincadeira sobrevivente do entrudo chamada mela-mela.


OS BAILES E O ZÉ PEREIRA
Os bailes de máscara eram pagos e realizados em teatros e hotéis do Rio de Janeiro, então capital do país. Nelas, não se dançava o samba, mas sim o schottische, as mazurcas, as polcas, as valsas e o maxixe, que era, até então, o único ritmo genuinamente nacional. Somente em 1869, quando o ator Francisco Correia Vasques adaptou a música de uma peça francesa e a nomeou como Zé Pereira – mesma música cantada até os dias de hoje –, apareceu a primeira marchinha de Carnaval. Até então, todas as canções eram instrumentais ou em outro idioma.

A música adaptada por Vasques surgiu, por sua vez, de uma canção criada pelo sapateiro português José Nogueira de Azevedo Paredes, que foi o introdutor do hábito de animar as ruas do Rio de Janeiro nos dias de Carnaval cantando a marchinha e dando pancadas de zabumbas e de tambores.


OS JORNALISTAS E O CARNAVAL
Naquele final de século XIX, alguns jornalistas do Rio de Janeiro começaram a estimular a criação de Carnavais mais pacíficos, que imitassem os de Roma e de Veneza, onde as pessoas saíam às ruas fantasiadas para tomar parte no corso ou para realizar batalhas de flores ou de confete.

Um dos que lutou ardorosamente para que essa forma de Carnaval ganhasse as ruas cariocas foi o escritor José de Alencar (1829-1877), o qual escreveu na sua coluna do Jornal Mercantil, do Rio de Janeiro, às vésperas do Carnaval de 1855, a seguinte frase: “Confesso que esta ideia me sorri. Uma espécie de baile mascarado, às últimas horas do dia, à fresca da tarde, num belo e vasto terraço, com todo o desafogo, deve ser encantador”. Foi assim, após uma campanha dos jornalistas contra o violento entrudo, e a favor do elegante Carnaval veneziano, que os desfiles de rua começaram a acontecer.


O CARNAVAL E AS CLASSES SOCIAIS
Em seus primeiros tempos e a partir da criação de um Carnaval de rua mais pacífico, a festa tornou-se cada vez mais popular no Brasil. Com o passar dos anos, acabou dividida em dois tipos distintos de manifestação: um praticado pelas classes mais abastadas nos bailes de salão, com batalhas de flores nos corsos e desfiles de carros alegóricos; e outro pelas classes mais pobres, onde se podia brincar nos maracatus, cordões, blocos, ranchos, frevos, troças, afoxés e, finalmente, nas escolas de samba.

Por muito tempo, o Carnaval brasileiro foi duramente marcado pela divisão das classes sociais. Atualmente, tanto nos desfiles das escolas de samba do Rio e de São Paulo como nos festejos das cidades do Nordeste – como Recife e Salvador – essa divisão ficou um pouco mais leve, o que tornou a festa mais democrática, ainda que a divisão sutil persista.

Na Bahia, por exemplo, só podem desfilar em alguns dos blocos quem tem dinheiro para pagar pela vestimenta utilizada, o abadá. No Carnaval de escolas de samba do Rio, o sambódromo também é marcado pela divisão de classes e pela mercantilização, pois há lugares onde apenas aqueles que têm muito dinheiro podem entrar – os camarotes dos sambódromos do Rio e São Paulo são uma demonstração clara dessa divisão.


CARNAVAL DO RIO DE JANEIRO
Mesmo com toda a lógica mercantil, o Carnaval ainda é uma festa extremamente popular, pois até hoje são as comunidades mais pobres que participam efetivamente dos desfiles das escolas de samba, principalmente no Rio de Janeiro.

As escolas surgiram dos antigos ranchos carnavalescos e conservam até hoje elementos desses, como a porta-bandeira, o mestre-sala e as pastoras. A primeira escola de samba surgiu em 1929, no bairro do Estácio. Chamava-se Deixa Falar e foi fundada pelo sambista Ismael Silva (1905-1978), autor de sambas como Se você jurar e Antonico. O nome “escola” deve-se a uma escola que ficava no largo do Estácio, próxima de onde aconteciam os encontros dos sambistas da Deixa Falar. Um dos parceiros de Ismael Silva foi Noel Rosa (1910-1927), com quem compôs músicas como A razão dá-se a quem tem e Adeus.

As quadras das escolas acabaram se tornando locais de encontro dos sambistas e, principalmente, uma fonte inesgotável de sambas maravilhosos e compositores excepcionais, entre os quais estão nomes como Cartola (1908-1980), Nelson Cavaquinho (1911-1986), Monarco, Paulinho da Viola e Martinho da Vila.

As escolas de samba propiciaram o surgimento da figura do sambista-compositor, que, com o passar do tempo, ultrapassou as fronteiras das quadras das escolas e criou expressões que hoje fazem parte do inconsciente coletivo brasileiro como “foi um rio que passou em minha vida” (Paulinho da Viola); “sacode, levanta a poeira e dá a volta por cima” (Paulo Vanzolini); e “cada macaco no seu galho” (Riachão).


PRAÇA ONZE
A Praça Onze – na Cidade Nova, no Rio de Janeiro, depois de algum tempo e do sucesso das escolas de samba, que proliferaram na cidade, principalmente nos bairros do subúrbio – tornou-se o ponto de encontro dos sambistas para suas festas nos domingos de Carnaval e nas terças-feiras gordas. As mulheres chegavam na Praça Onze fantasiadas de baianas e os homens vestiam pijamas listrados e alguns tinham sob a cabeça um chapéu de palha. Das escolas que participavam da festa na Praça Onze, algumas desapareceram; outras, por sua vez, ganharam fama e hoje são conhecidas mundialmente. Entre elas estão a Estação Primeira, do morro da Mangueira; a Azul e Branco, do morro do Salgueiro; a Vai Como Pode (Portela) e muitas outras.

Com o passar dos anos, essas agremiações foram deixando de lado o improviso do seu começo para ter uma organização mais profunda. Outra coisa que desapareceu com o tempo foi a violência exacerbada. As festas na Praça Onze transcorriam pacificamente, porém, muitas vezes acabavam em pancadaria. A saída para acabar com a violência foi regulamentar a festa, criar os desfiles e transformar as escolas de samba em sociedades civis legalmente registradas.


SAMBÓDROMO
Concebido pelo arquiteto Oscar Niemeyer, o Sambódromo do Rio de Janeiro foi inaugurado em 1984. Sua construção ocorreu durante o governo Leonel Brizola (1983-1987) e a abertura do local marcou o início do sistema de desfiles de escolas de samba em duas noites. A supercampeã e a campeã do Carnaval daquele ano foram, respectivamente, as escolas Mangueira e Portela. No sábado, normalmente reservado para a apresentação das campeãs, ocorreu uma final. E em um verdadeiro espetáculo, com o enredo Yes, nós temos Braguinha, a Mangueira ficou com o supercampeonato.

CARNAVAL DE OLINDA E RECIFE
O Carnaval de Olinda, em Pernambuco, é o oposto do Carnaval das escolas de samba do Rio. Apesar de várias agremiações levarem seus maracatus para as ruas, lá a festa ocorre de forma mais participativa e democrática, ao passo que todos podem entrar na folia. Lá não há camarotes e a rua é, ao mesmo tempo, palco e a plateia para a festa.

Os blocos ou troças, como o Bacalhau do Batata e o Homem da Meia-Noite, saem às ruas e todas as pessoas podem tomar parte de sua festa, subindo e descendo as ladeiras da cidade atrás dos frevos e das marchinhas tocadas pelas bandas. O Bacalhau do Batata foi criado há 42 anos pelo garçom Isaías Pereira da Silva, o Batata. Como não podia festejar o Carnaval porque trabalhava nos dias tradicionais da festa, Batata resolveu fundar o próprio bloco, que sai justamente na quarta-feira de cinzas. O estandarte traz todos os ingredientes de uma boa bacalhoada e um boneco gigante com a imagem do garçom.

Já o Homem da Meia-Noite é um clube carnavalesco de alegoria misto e uma das mais famosas agremiações de Olinda. Fundado em 1932, sai às ruas à 0 hora do sábado com o seu boneco gigante abrindo o Carnaval da cidade. Atualmente, o bloco sai acompanhado por uma orquestra de frevos. Mas nem sempre foi assim, já houve épocas em que o clube desfilava com carros alegóricos, enredo previamente definido e fantasias luxuosas.

Em Recife, há o bloco do Galo da Madrugada, que entrou para o Guiness Book por ser a agremiação carnavalesca que arrasta o maior número de foliões em todo o mundo: quase 2 milhões de pessoas em 2005.

Característico dessa região, os maracatus e os frevos animam o Carnaval de Pernambuco. Surgidos em Recife, os maracatus são grupos que saem às ruas representando nações africanas, acompanhadas por orquestra de percussão formada por tarol, caixas, gonguês, ganzás e chocalhos. O cortejo traz rei, rainha, embaixadores, damas de poço, lanceiros e outros, simbolizando um ritual dos negros trazidos para o Brasil a partir de 1548 e que, aqui, em determinado dia, se reuniam para coroar seus soberanos; e, logo após a coroação, saíam pelas ruas do Recife cantando a saudade de sua terra de origem.

Já o frevo, palavra que vem de “fervura” (no Nordeste é usual se falar “frever” ou “frevura”), nasceu nas ruas do Recife e foi criado, segundo o músico e dançarino Antonio Nóbrega, pelos seguranças dos blocos de Carnaval, pois quando um bloco se encontrava com outro nas ruas da cidade havia briga e confusão. Para evitar o tumulto, as bandas contratavam capoeiristas que iam à frente do grupo; os passos acelerados da capoeira acabaram gerando o frevo, uma dança marcada por sua extrema mobilidade. Com o passar do tempo, segundo Nóbrega, a figura dos capoeiristas começou a se agregar à banda. O sujeito começou a transformar os movimentos da capoeira em movimentos menos belicosos. Tanto é que existem passos do frevo que são muito parecidos com o movimento da capoeira. O vocabulário foi se ampliando e hoje um passista detém um repertório de 78 passos.


CARNAVAL DE SALVADOR
O Carnaval em Salvador é mundialmente famoso por seus afoxés e trios elétricos. Foi em 1895 que os negros nagôs que vivam na capital baiana organizaram o primeiro afoxé, o Embaixada Africana.

Em 1896, surgiu o segundo afoxé, o Pândegos da África, organizado também por negros. Os grupos representavam casas de cultos ligados à África e desfilavam nas ruas cantando e recitando sequências de músicas e letras, na maioria em língua nagô.

Os afoxés desfilavam na Baixa do Sapateiro, Taboão, Barroquinha e Pelourinho. Em 1949, ano do IV Centenário de fundação da cidade, foi criado o afoxé mais famoso da Bahia, o Afoxé dos Filhos de Gandhi. O grupo era composto por estivadores do porto de Salvador como forma de homenagear o grande líder pacifista indiano assassinado no ano anterior, Mahatma Gandhi (1869-1948).

Em 1950, dois músicos baianos, após observarem o desfile da famosa Vassourinha, entidade carnavalesca de Pernambuco que tocava frevo na rua Chile, em Salvador, e empolgados com a receptividade do bloco junto ao público, resolveram restaurar um velho Ford 1929, guardado na garagem. No Carnaval do mesmo ano, os músicos Dodô e Osmar saíram às ruas tocando seus “paus elétricos” em cima do carro, com o som ampliado por alto-falantes. A apresentação aconteceu às 5 horas da tarde do domingo de Carnaval e arrastou uma multidão pelas ruas do centro da cidade.

Com o passar dos anos, o sucesso dos trios elétricos fez com que outros grupos também adotassem um veículo grande com alto-falantes e iluminação para circular pelas ruas centrais da cidade.

Além dos trios elétricos, hoje não se pensa no Carnaval de Salvador sem axé music. O ritmo que é trilha sonora oficial da festa na capital baiana surgiu em 1985, a partir de uma mistura de frevo baiano, samba-reggae e ritmos caribenhos.


CARNAVAL DE SÃO PAULO
Mesmo não tendo tanto destaques se comparado à folia de Pernambuco, Bahia e Rio de Janeiro, o Carnaval paulistano a cada ano que passa mostra que veio para ficar. A tradição está bastante ligada aos escravos, que uniram boa parte da cultura africana a dos imigrantes que moravam na cidade de São Paulo. Até 2014, dois grupos de afoxé desfilavam antes de cada uma das noites do desfile das escolas de samba do Grupo Especial no Anhembi para limpar a avenida dos “maus espíritos” – o Iya Ominimbú desfilava na sexta e o Filhos da Coroa de Dadá no sábado.

Projetado pelo arquiteto Oscar Niemayer, e inaugurado em 1991, o sambódromo do Anhembi é o local que abriga os desfiles de escolas de samba da cidade. No entanto, desde a década de 1930 o desfile de escolas de samba acontece, ao passo que o poder público passou a auxiliar as agremiações só em 1967, quando o então prefeito de São Paulo, José Vicente Faria Lima sancionou uma lei que estipulava o investimento da prefeitura na infraestrutura da festa. A partir daí, os cordões começaram a sumir e mais escolas de samba surgiram. A Vai-Vai e o Camisa Verde e Branco, famosas escolas, têm suas origens em cordões.

Os bloquinhos de rua paulistanos, que timidamente atraiam alguns foliões há alguns anos atrás, hoje tomam boa parte das regiões centrais da cidade. A festa nas ruas da capital paulista vem crescendo anualmente e já ultrapassa os cariocas em relação ao número de blocos oficiais. Em 2017 foram 391 blocos oficiais registrados pela prefeitura; já neste ano (2018), 491 bloquinhos pediram autorização para circular nas ruas, em comparação com os 473 blocos do Rio de Janeiro.