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Novas tecnologias para reduzir a exclusão digital
 
 
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 INTERNET NO BRASIL
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Tudo ao mesmo tempo agora. Esse é o mote da sociedade da informação. Nela, as imagens, as notícias e os avanços tecnológicos se sucedem tão rapidamente que, muitas vezes, aqueles que estão conectados aos meios de comunicação (tv, rádio, telefonia, internet, mídia impressa) e às mudanças geradas pelas novas máquinas ficam perdidos no mar de informações e desafios que a sociedade produz.

No entanto, ficar fora desse emaranhado de contínuas novidades técnicas é o mesmo que se tornar um excluído digital, alheio à maioria dos acontecimentos e, principalmente, significa abrir mão de uma excelente ferramenta educativa: a internet.

A sociedade da informação é aquela que utiliza em massa as ferramentas eletrônicas e adapta informações tecnológicas a todos os âmbitos sociais. Na prática, significa que empresas, administração estatal, associações, escolas e pessoas em geral saibam utilizar com regularidade essas ferramentas para poder tirar proveito delas.

Para medir o grau de implantação da sociedade da informação utilizam-se vários indicadores, do uso de telefones celulares ao de televisão digital, passando pela domótica (automação residencial). Contudo, é o uso da informática, e em particular a penetração do uso da internet, o meio de comunicação mais poderoso de nossa era, o que define o verdadeiro ritmo em que um país embarca no trem do progresso tecnológico.



CRESCIMENTO DO ACESSO
Segundo uma pesquisa realizada com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), o número de domicílios com acesso à internet passou de 63,6% em 2016 para 70,5% em 2017. Além disso, ela apontou a substituição gradativa das residências que utilizam o telefone celular em detrimento do fixo, e também o aumento do acesso a Internet via TV e celular em detrimento dos tablets. Do total de domicílios (69,3 milhões), 45,3% tinham microcomputador. Os percentuais em ordem crescente foram: Norte (28,1%), Nordeste (29,9%), Centro-Oeste (47,4%), Sudeste (54,2%) e Sul (53,5%).

O maior crescimento ocorreu entre as pessoas com 60 anos ou mais, com alta de 25,9%, e o aumento de 7,4% no uso da internet entre adolescentes de 10 a 13 anos. Nessa faixa etária, 71,2% já acessaram o ambiente virtual e 41,8% têm telefone celular pessoal.

Os dados mostraram também que quase a totalidade (92,4%) dos 116,1 milhões dos brasileiros que acessaram a rede fizeram uso de aplicativos de troca de mensagens (com exceção do e-mail) para se comunicar. Isso significa que nove entre dez internautas no país já utilizavam aplicativos de mensagens. O extenso uso de mensageiros eletrônicos reflete que os celulares foram os grandes responsáveis pela expansão do acesso à internet nos domicílios brasileiros.
 
Ainda, nos 48,1 milhões de domicílios com acesso à Internet, o instituto identificou que 77,3% utilizavam banda larga móvel e 71,4% banda larga fixa, enquanto 49,1% usavam ambos os tipos.

Já entre as motivações para acesso estão assistir a vídeos, programas, séries e filmes (76,4%), seguido por conversar por chamada de voz ou vídeo (73,3%) e enviar ou receber e-mail (69,3%).

Segundo outra pesquisa realizada pela Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD, na sigla em inglês) em 2017, o Brasil ficou em quarto lugar no ranking mundial de usuários de internet. Com 120 milhões de pessoas conectadas, fica atrás apenas dos Estados Unidos (242 milhões), Índia (333 milhões) e China (705 milhões).


INCLUSÃO DIGITAL
A inclusão digital é o grande desfio na atual cultura digital. Tornar acessível as tecnologias de informação e comunicação para todos os seguimentos sociais é imprescindível para o exercício da cidadania, em que o acesso e a manipulação da informação são fundamentais. Alguns dos requisitos básicos para a inclusão digital são: ter um computador ou dispositivo eletrônico; acesso à internet; e domínio sobre as ferramentas da internet.

Vale lembrar que não dá para pensar no acesso às ferramentas básicas da informação e comunicação sem levar em conta o contexto social em que as pessoas, que aponta para diversas causas da exclusão, como a falta de educação, oportunidades e condições dignas de existência.

Para elevar a conectividade, é necessário, apontam os especialistas, um pacote de medidas que devem ser dirigidas a:

1. Incentivar o investimento em infraestruturas, tanto em escala pública como empresarial, que permita levar a internet e as conexões de alta velocidade a todos os lugares do país, criando um marco legal propício.

2. Regular o mercado dos operadores e baratear custos para facilitar o máximo possível a conexão para os cidadãos.

3. Oferecer incentivos às pequenas e às médias empresas para que se lancem ao mundo da www.

4. Insistir na educação, introduzindo o uso das novas tecnologias da informação desde as primeiras fases.

5. Reforçar a oferta de conteúdos e serviços.

6. Melhorar a acessibilidade à internet.


MEDIDAS CORRETIVAS
O governo brasileiro apresentou, em maio de 2005, o projeto Computador Para Todos, Cidadão Conectado com a finalidade de promover o acesso à tecnologia e à informação por meio da aquisição de microcomputadores com acesso à internet. Para isso, propôs a isenção de impostos e a oferta de linhas de financiamento como medidas que poderiam reduzir os preços dos equipamentos e aumentar o número de usuários.

Em 2018, o governo também lançou o programa Internet para Todos, que pretende levar banda larga para escolas, hospitais e localidades sem conectividade a partir do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), em órbita desde maio de 2017. A partir de convênios com as prefeituras, pretende-se instalar antenas para conectar localidades sem banda larga.

A proposta do programa é a inclusão digital de locais onde, por falta de condições econômicas ou por não dispor de serviços de internet, a população não tenha acesso ao que é oferecido da rede mundial de computadores.

A instalação será feita pela empresa de internet credenciada para a prestação de serviço. Já à prefeitura caberá garantir a segurança do terreno onde ela será instalada, além de arcar com as despesas de energia elétrica consumida no local.


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