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Ricardo Boechat, morre aos 66 anos
FEVEREIRO 2019
 
 
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 RICARDO BOECHAT
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Ricardo Eugênio Boechat nasceu em 13 de julho de 1952, em Buenos Aires. Na ocasião, o pai, diplomata Dalton Boechat, estava a serviço do Ministério das Relações Exteriores na Argentina.

Dono de um humor ácido, usava essa característica para noticiar fatos e criticar situações. O tom era frequente nos comentários de rádio, televisão e também na imprensa escrita.



Ricardo Boechat dedicou mais de 50 anos de sua vida ao jornalismo.

Foto: Divulgação/Band


Carreira
Iniciou sua carreira nos anos 1970 como jornalismo do “Diário de Notícias”, como assistente do colunista Ibrahim Sued.

Ao longo dos anos 70 e 80 atuou nos principais veículos da imprensa brasileira, entre eles O Estado de São Paulo , Jornal do Brasil e O Dia. Também foi chefe de reportagem da Rádio Nacional, em 1973. Foi só em 1983, quando já tinha mais de uma década de carreira, que Boechat migrou para o jornal O Globo, onde trabalhou por 14 anos. Em 1989, ocupou o cargo de editor da coluna "Swann", que posteriormente em uma segunda passagem pelo jornal, encerrada em 2001, foi rebatizada com seu nome. Além do jornal “O Globo”, Boechat esteve de passagem pelos jornais "O Estado de S. Paulo" e "Jornal do Brasil". Ganhou três prêmios Esso, um dos maiores reconhecimentos no jornalismo profissional.

Também foi eleito o jornalista mais admirado na pesquisa do site Jornalistas & Cia em 2014, que elencou os 100 principais profissionais do mercado.

Era recordista de vitórias no Prêmio Comunique-se – foi o único a ganhar o prêmio em três categorias diferentes (Âncora de Rádio, Colunista de Notícia e Âncora de TV).

Em 2005 foi para o Grupo Bandeirantes de Comunicação através da BandNews FM, quando passou a ancorar o jornalístico matinal da filial do Rio de Janeiro. No ano seguinte, Boechat passou a ser âncora de um dos principais programas jornalísticos das manhãs da rede, após a saída de Carlos Nascimento — consequentemente, foi alçado como âncora do Jornal da Band, na Rede Bandeirantes. Boechat logo se tornou uma das principais figuras da rádio e da TV. Mesmo com a mudança para São Paulo, o jornalista continuou apresentando o jornal local do Rio de Janeiro, diretamente dos estúdios na capital paulista. Teve diferentes cargos nas redações em que passou, mas sempre manteve a veia jornalística, talvez a sua maior característica profissional.

Boechat morreu no início da tarde do dia 11 de fevereiro, aos 66 anos, em São Paulo, vítima de um acidente de helicóptero. Ele retornava de uma palestra que havia dado para representantes da indústria farmacêutica em Campinas, no interior do estado. O helicóptero deveria pousar no heliponto da Band por volta do meio dia, no Morumbi, Zona Sul de São Paulo.

O jornalista deixa a mulher, Veruska e seis filhos.