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O que é Índice de Massa Corporal (IMC)
NOVEMBRO 2006
 
 
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 IMC
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O IMC ou Índice de Massa Corporal é uma medida internacional, adotada pela Organização Mundial da saúde (OMS). Esta medida é utilizada para definir o grau de obesidade ou de magreza de uma pessoa, o que pode influenciar de forma direta na saúde dos indivíduos. O IMC é calculado por uma fórmula simples, na qual se divide o peso da pessoa pela altura ao quadrado e o resultado oferece um perfil antropométrico-nutricional de populações de adultos. A partir deste perfil, as pessoas são categorizadas em classes que podem trazer consequências diferentes de saúde.

A classificação mais completa abrange oito diferentes classes de acordo com IMC. Valores abaixo de 16 caracterizam magreza grave e requer acompanhamento médico, normalmente esta condição indica processos de desnutrição severa, ou ainda casos de anorexia ou bulimia. Entre 16 e 17 a pessoa é considerada com magreza moderada, de uma maneira geral esta condição não indica nenhum problema, porém alguns aspectos como hipotireoidismo ou parasitoses podem estar associados a este quadro. As pessoas com IMC de 17 a 18,5 possuem magreza leve e não é uma condição preocupante por estar muito perto do IMC considerado saudável que se situa entre os valores de 18,5 aos 25. Esta classificação, teoricamente, garante riscos menores de saúde envolvidos com desnutrição ou com doenças relacionadas à obesidade. Valores de 25 a 30 caracterizam sobrepeso e, da mesma forma que a magreza leve não oferece muitos riscos por estarem próximo do IMC ideal.

Pessoas com valores de IMC acima de 30 são consideradas obesas segundo índice. Entretanto o grau de obesidade também é classificado pelo IMC, quanto maior o grau, maior o risco para saúde. Valores de 30 a 35 caracterizam obesidade grau I. Neste caso a gordura se deposita principalmente no abdômen e na cintura, é mais comum entre os homens e está diretamente associada com um aumento do risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares.  A obesidade de grau II possui IMC de 35 a 40, este tipo de obesidade é mais comum em mulheres e a gordura se localiza principalmente em coxas e nádegas. Este tipo de obesidade frequentemente é associado com problemas circulatórios periféricos como varizes. Além de doenças cardíacas típicas da obesidade o risco de diabetes também aumenta muito. Valores acima de 40 são considerados como obesidade mórbida. Neste caso não existe um local específico no qual a gordura se acumule com maior evidência. A obesidade mórbida é considerada como um dos grandes motivos de morte de doenças relacionadas ao sobrepeso. Diversas outras doenças como diabetes do tipo 2, Pressão alta, apneia do sono,  refluxo gastrointestinal, depressão e infertilidade são comuns em pessoas com obesidade mórbida. Este índice pode variar um pouco de um país para outro devido às características físicas de cada população, mas de uma maneira geral os índices são muito parecidos.

Segundo o médico Newton Tokio Kawahara, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Laparoscópica (SBCL), “estudos norte-americanos mostram que a pessoa com IMC superior a 40 tem a expectativa de qualidade de vida piorada”. Uma prova disso é o caso da operação de redução de estômago em adolescentes. Anteriormente, esse procedimento era indicado apenas para pessoas de dezoito até sessenta anos, hoje, segundo Kawahara, “não há mais limites de idade e sim critérios clínicos”.



Vantagens e desvantagens do IMC
O IMC é importante porque cria um padrão internacional de avaliação do grau de obesidade das pessoas. Além disso, o estabelecimento índice é simples e rápido permitindo uma tomada de decisão das equipes de saúde de forma eficiente. Algumas doenças podem ser indicadas através de medidas do IMC, como doenças relacionadas a tireoide por exemplo.

Porém a precisão do IMC não é perfeita. A forma do corpo pode influenciar na medida e não é incomum a detecção dos chamados falsos magros, fato muito comum entre atletas. Além disso, o índice não leva em conta fatores como idade, gênero, massa gorda ou magra, entre outros fatores.  Um ouro fator que não é levado em conta e tem se mostrado como um dado importante na detecção de doenças envolvidas com a obesidade é a medida de circunferência abdominal. Valores acima de 80cm para mulheres e de 94cm para homens indicam um grande risco de desenvolvimento de enfermidades.


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