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Gutenberg, o criador da imprensa
 
 
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 A VIGÊNCIA DA IMPRENSA
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Stephen King, famoso romancista norte-americano, publicou na Internet, A planta

Desde a sua invenção, no século XV, e até a segunda metade do século XX, apesar dos contínuos avanços tecnológicos, a imprensa se manteve tal como Gutenberg a concebera. Durante esses cinco séculos, tendo basicamente o papel como suporte, a invenção de Gutenberg foi o epicentro da difusão do livro, dos jornais e de outras variadas formas de comunicação escrita. A socialização da cultura, em termos mais amplos, e o próprio questionamento dos conteúdos e das formas culturais vigentes giraram em torno do papel impresso.

Ao findar a Segunda Guerra Mundial, em 1945, e no contexto da chamada Guerra Fria, o surgimento da informática reduziu, de certa forma, a importância da tipografia. As novas tecnologias começaram a substituir as formas escritas sobre papel por modernos sistemas de edição e difusão de textos pela internet. Alguns escritores de sucesso também apostaram nas novas tecnologias. Em 2000, Stephen King, romancista americano, publicou na rede sua obra A planta. Nesse ano, o escritor argentino Ernesto Sábato fez o mesmo com seu romance A resistência. Com efeito, a informática permite armazenar, tratar e difundir textos escritos sem a intervenção do papel. Alguns formatos como o hipertexto apresentam certas vantagens sobre a escrita convencional, e na internet existem bibliotecas de livros eletrônicos que podem ser “baixados”.

Outra área que tradicionalmente se associou à imprensa e que hoje faz incursões na informática é a imprensa escrita. Há anos os principais jornais e revistas do mundo começaram a publicar na internet a versão digital de seus conteúdos, com formas de pagamento muito mais diretas e baratas que a da versão em papel. Em 2000, técnicos e especialistas da universidade japonesa de Keio, assessorados pela empresa NTT, digitalizaram as páginas da Bíblia de 42 linhas impressa por Gutenberg.
Apesar do impulso incontrolável das novas tecnologias, no entanto, o livro impresso está longe de desaparecer. Contra as opiniões mais pessimistas, a indústria editorial experimenta um apogeu sem precedentes. Fóruns setoriais como a Feira do Livro de Frankfurt, na Alemanha, a de Guadalajara, no México, a de Buenos Aires ou a de Madri, demonstram que o impulso cultural desencadeado pelo invento de Gutenberg ainda goza de excelente saúde.