ENTENDER O MUNDO/BIOGRAFIAS
Silvio Santos vem ai
 
 
Entenda
    ENTENDA      
 A HISTÓRIA DE UM MITO
Imprimir Enviar Guardar
 
 
 
Silvio Santos, o homem que construiu um império a partir da sua dedicação e carisma. Foto: Divulgação.

Dono de voz e estilo inconfundíveis, Sílvio Santos fala a língua do povo. No ar desde 1960, o empresário mantém seu lugar na cultura brasileira. O apresentador, que completou 89 anos em 2019, se mantém no posto de maior fenômeno da comunicação do Brasil e, provavelmente, está entre os artistas mais imitados do país.

“O fato de ser, na origem, um comerciante, e não um homem de comunicação ou político, torna Silvio Santos absolutamente original neste meio. Essa sua origem também ajuda a explicar o perfil da rede de comunicação que ergueu, com pouca ênfase em jornalismo e com programação muito popular, centrada em figuras icônicas como apresentadores. Tanto Silvio quanto o SBT são únicos e inimitáveis”, afirma o jornalista e crítico de TV Maurício Stycer, autor do livro Topa tudo por dinheiro: as muitas faces do empresário Silvio Santos, lançado no ano passado.


O camelô
Sílvio Santos foi batizado como Senor Abravanel. É o primogênito do casal de imigrantes que veio para o Brasil em 1924: o grego Alberto Abravanel e a judia Rebeca Caro, dois imigrantes judeus nascidos no antigo Império Otomano (seu pai originário de uma região que hoje pertence à Grécia, enquanto sua mãe, de uma cidade que atualmente se localiza na Turquia). Silvio tinha cinco irmãos: Beatriz, Perla, Sara, Henrique e Leon; e foi na Lapa, no Rio de Janeiro, onde nasceu, que ele iniciou sua trajetória vitoriosa de empreendedor. Aos 15 anos, camelô, já vendia capas para proteger títulos de eleitor nas ruas do bairro carioca.

Já logo cedo gostava de ir à Cinelândia com seu irmão mais novo, Leon, onde assistiam às sessões de cinema na Cinelândia e sempre davam um jeito de não pagar. Em 1946, com 14 anos, viu um homem que vendia capinhas de plástico para guardar títulos de eleitor nas ruas do Rio de Janeiro, e decidiu fazer o mesmo, acompanhado de seu irmão Leon. No entanto, como a repressão da polícia ao comércio ambulante era tamanha, os meninos vendiam seus produtos na rua por apenas 45 minutos por dia, o período de almoço dos guardas. Nessa época, Silvio Santos também cursava a escola – depois acabou se formando em contabilidade. Sua artimanha para chamar a atenção das pessoas era por meio do som de moedas e o embaralhar de cartas.


O empreendedor
A voz de Silvio imediatamente chamou a atenção nas ruas da capital carioca e logo foi convidado a fazer um teste na Rádio Guanabara. Lá passou em primeiro lugar, na frente de nomes como Chico Anysio, porém optou por permanecer trabalhando como ambulante, já que faturava mais. Aos 18 anos de idade, foi convocado pelo exército e passou a servir na Escola de Paraquedistas, onde chegou a realizar alguns saltos. No entanto, a carreira de camelô era incompatível com a de militar, então voltou a trabalhar como locutor em uma rádio de Niterói nos dias de folga, para ter uma renda extra e ajudar em casa.

Para ir e voltar do trabalho em Niterói, Silvio pegava todos os dias a barca que cruza a Baía de Guanabara, um trajeto que era bem silencioso. Em uma das viagens, contudo, ele teve a ideia de colocar música no transporte e em seguida de montar um serviço de alto-falantes, e nos intervalos entre uma música e outra, fazia propagandas de alguns produtos. A empreitada foi tão bem-sucedida que algumas barcas passaram a contar com um bar e um bingo. Os transeuntes, ao comprar uma bebida ou refrigerante, ganhavam uma cartela de bingo para concorrer a prêmios.

Aos 20 anos, decidiu tentar a sorte em São Paulo. De início apresentava espetáculos e sorteios em caravanas de artistas, e também se formou como técnico em contabilidade. Silvio, no entanto, decidiu apostar na carreira artística e começou a trabalhar como locutor de rádio da Rádio Nacional de São Paulo. Concomitante a isso, criou uma revista chamada Brincadeiras para você, que contava com palavras cruzadas, passatempos e charadas, e era vendida por ele nos comércios da cidade.


Baú da Felicidade
Silvio Santos sempre teve um talento nato para os negócios e, em 1958, criou o empreendimento que transformaria sua vida para sempre. Nesse ano, seu amigo e também radialista Manoel da Nóbrega (1913-1976) estava com dificuldades para administrar uma empresa de venda de brinquedos a prazo. Chamado de Baú da Felicidade, o negócio funcionava como um sistema de carnês em que o cliente pagava as prestações de uma caixa de brinquedos ao longo do ano e recebia os produtos na época do Natal. Nóbrega tinha sido bem-sucedido na venda dos carnês, porém tinha dificuldade em entregar as mercadorias, então resolveu recorrer a Silvio para tentar resolver a situação antes de ter que fechar a empresa. Silvio Santos viu no Baú da Felicidade uma ótima oportunidade e logo assumiu o controle total da empresa, que em 1962 se tornaria o Grupo Silvio Santos.

O sistema de crediário foi mantido, mas o apresentador expandiu o negócio, criando lojas onde os clientes poderiam trocar os carnês quitados tanto por brinquedos quanto eletrodomésticos. Foi nesse período também que, em 1961, estreou seu primeiro programa na TV, o Vamos Brincar de Forca, que tempos depois se chamaria Programa Silvio Santos, em que fazia propaganda do Baú da Felicidade.

Mais tarde, o Baú da Felicidade passou também a distribuir não só brinquedos e eletrodomésticos, mas uma variedade de produtos, como carros e casas. Em seguida, Silvio fundou empresas em diferentes áreas. Entre 1965 e 1975, fundou ou comprou mais de dez empreendimentos, como a Baú Construtora, a concessionária Vimave e a Marca Filmes, que em 1972 passaram a ser administradas pela holding Silvio Santos S/A.

No cenário de inflação alta do fim dos anos 1960, Silvio se deu conta de que era preciso aplicar o dinheiro das prestações do carnê do Baú para que o capital não se desvalorizasse até o fim do ano. Dessa forma, em 1969, fundou a Baú Financeira, o embrião do que mais tarde se transformaria no Banco PanAmericano. Em 1975, a divisão financeira do Grupo Silvio Santos teria também o reforço da Liderança Capitalização, que em 1991 passou a comercializar a TeleSena.


Grupo Silvio Santos
O Grupo Silvio Santos é formado na atualidade pelo Sistema Brasileiro de Televisão (SBT), o xodó do apresentador; a TV Alphaville (sinal fechado); a Jequiti Cosméticos, a maior aposta de Silvio depois do PanAmericano; a Liderança Capitalização (que administra a Tele Sena); o Baú da Felicidade; o Hotel Sofitel Guarujá Jequitimar; e a Sisan Empreendimentos Imobiliários, entre outras empresas. Fundado em 1958, a partir da criação do empreendimento Baú da Felicidade, o grupo é administrado na atualidade pela holding Silvio Santos Participações S.A.

O SBT é a divisão de radiodifusão do conglomerado. Ele é fundamental para promover alguns dos negócios do Grupo, com parcerias em programas e publicidade constante. É o caso do programa Roda a Roda Jequiti, promovendo ações da empresa de cosméticos, e as ações de premiação na televisão dos clientes do carnê do Baú da Felicidade.

Em agosto de 1996, dentro das comemorações pelos 15 anos do SBT, foi inaugurado o Centro de Televisão (CDT) – Complexo Anhanguera no município de Osasco (SP), instalado numa área de 231 mil m², sendo 85 mil m² de área construída. O CDT permitiu a unificação em um mesmo local de todas as operações realizadas pelo SBT, até então espalhadas por cinco pontos diferentes: Vila Guilherme, Rua Camarés, Teatro Ataliba Leonel, Sumaré e a própria Rodovia Anhanguera. Foram investidos cerca de 120 milhões de dólares na obra. O Centro de Televisão dispõe de uma área específica para a construção de uma cidade cenográfica e oito estúdios (com área total de 6,2 mil m²). O espaço foi planejado com base na concepção de produção horizontal, permitindo a realização dos processos de criação, produção e veiculação sob um mesmo teto, de forma integrada e com melhor aproveitamento dos recursos.


Concessões de emissoras
Quando obteve a concessão do canal 11 de televisão no Rio de Janeiro, em 1975, Sílvio Santos já possuía metade das ações da TV Record de São Paulo – a outra parte era controlada pelo empresário Paulo Machado de Carvalho. Entretanto, com a concessão carioca, Silvio alcançava um desejo antigo, de manter controle total sobre uma emissora: a TVS Rio. Em 1980, com o desmantelamento da rede Tupi, em grave crise financeira, e sua extinção pelo governo militar, o empresário obteria as concessões da Tupi de São Paulo, canal 4, antiga cabeça da rede; TV Continental, canal 9, no Rio de Janeiro; TV Piratini, canal 5, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul; TV Marajoara, canal 2, em Belém, no Pará. A TV Tupi de São Paulo havia sido a primeira emissora de televisão a entrar em operação no Brasil.

Houve contestação do governo militar quanto à concessão de novas emissoras a Silvio Santos, uma vez que ele não poderia, conforme a legislação, deter uma segunda concessão em São Paulo ou no Rio de Janeiro, por já ser sócio na TV Record e único controlador na TVS Rio. O empresário se defendeu afirmando que o vencedor da nova licitação não era ele, e sim o recém-criado Sistema Brasileiro de Televisão, sociedade que não o tinha no quadro de acionistas. De fato, em termos formais, Silvio Santos não aparecia entre os proprietários da sociedade, e sim sua cunhada, Carmen Torres Abravanel, além de outras pessoas vinculadas às demais empresas de Silvio e do filho do empresário Paulo Machado de Carvalho, Carlos Marcelino Machado de Carvalho. A vencedora do outro lote de concessões de televisão foi a TV Manchete, de Adolfo Bloch. Nesta época, o Grupo Silvio Santos era formado por quarenta empresas, entre lojas de varejo, financiadoras, empresas de previdência privada, empresas de publicidade, revendedoras de carro e agropecuárias.

Na verdade, Carlos Marcelino de Carvalho se retirou do negócio assim que o processo da concessão foi finalizado. Isso porque havia um acordo prévio entre Paulo Machado de Carvalho e Silvio Santos. Este, já tinha uma emissora no Rio. Machado de Carvalho, sócio de Silvio Santos na TV Record de São Paulo, não. O mesmo ocorria com a emissora localizada em São Paulo: ao obter a concessão da antiga cabeça de rede da TV Tupi, por meio do SBT, Silvio poderia abrir mão da sociedade com Machado de Carvalho na TV Record – o que viria a ocorrer formalmente no final dos anos 1980. Assim, cada um dos empresários tomou posse de uma emissora na capital fluminense e outra na capital paulista. Além disso, Silvio Santos permaneceria com a concessão de Porto Alegre, repassando a de Belém para Machado de Carvalho – e dividindo igualmente o número de emissoras entre os dois grupos, 3 para cada lado. Na prática, portanto, uma rede de televisão surgiu em agosto de 1981, o SBT, e outra se consolidou, a Record.


SBT e a expansão
Em 1981, com as concessões dos canais, o negócio passaria a formar o Sistema Brasileiro de Televisão (SBT). Em 1989, devido ao seu carisma e tino para gerenciamento, se candidatou às eleições presidenciais, mas a candidatura foi barrada na Justiça sob o argumento de que ele era dono de uma concessionária de TV. No decorrer das décadas de 1980 e 1990, Silvio focou na consolidação e expansão do SBT, já em 2006 fundou a Jequiti cosméticos e, em 2007, inaugurou o hotel Sofitel Jequitimar Guarujá.

Depois de cinco décadas de prosperidade, no entanto, o Grupo Silvio Santos passou por uma situação delicada, quando no final de 2010 foi descoberto um rombo de R$ 4,3 bilhões no Banco PanAmericano, o que levou o empresário a cogitar vender todos os seus empreendimentos e ir morar nos Estados Unidos. Porém, resolveu empenhar várias de suas empresas para quitar a dívida e apostou suas fichas na Jequiti, que vem crescendo cerca de 20% ao ano, o dobro da taxa registrada pelo setor de cosméticos. Passados quatro anos da crise, o Grupo Silvio Santos segue firme graças ao talento para os negócios de seu proprietário, tendo faturado US$ 5,9 bilhões em 2013, com um lucro de US$ 800 mil.


Programa Silvio Santos
As noites de domingo são muito mais alegres com o Programa Silvio Santos em várias horas de diversão garantida, com games, convidados famosos, brincadeiras com o auditório, além de boas gargalhadas. Irreverente, criativo e animado, Silvio Santos interage com o público de uma forma bem descontraída – marca registrada de sua performance ao longo de mais de quarenta anos de carreira na TV. A ideia é que a plateia participe da atração e possa ganhar uma série de prêmios. A frase "Quem Quer Dinheiro" pode ser ouvida várias vezes.

Em 1961, mesmo tendo completado dez anos da primeira transmissão no país, a TV ainda engatinhava no Brasil. Mas Silvio Santos já levava multidões a se sentar diante da telinha para assistir seu programa noturno, Vamos Brincar de Forca. Visionário, conseguiu prever o sucesso que o futuro reservava e decidiu comprar as duas primeiras horas da programação da TV Paulista (Globo), canal 5, a partir do meio-dia e transformá-las na melhor vitrine que o Baú poderia ter. Nascia aí o Programa Silvio Santos, que em pouco tempo se tornaria famoso em todo o país.

Ao migrar para a televisão, a premiação do então chamado Carnet do Baú ficou ainda mais sofisticada. Depois dos cobiçados aparelhos de TV, foi a vez do fusca virar o prêmio mais desejado pelos clientes do Baú. Com o tempo, o Programa Silvio Santos, assim batizado em 1968, foi ganhando espaço com novos quadros de calouros e brincadeiras, chegando a ter impressionantes oito horas de duração, comandadas ao vivo pelo apresentador Silvio Santos. Com isso, figurou por anos no Livro dos Recordes como o programa mais duradouro e o mais longo da TV brasileira.

Em 1972, após deixar a TV Record, Manoel de Nóbrega, começou a trabalhar no Programa Silvio Santos em um quadro que mais tarde se tornaria célebre, A Praça da Alegria. Três anos depois, em 1975, o general Ernesto Geisel outorgou o Canal 11 (TVS) do Rio de Janeiro a Silvio Santos, que em 1976 deixaria a Globo. O apresentador passou então a comandar o Programa Silvio Santos na TV Tupi e na TV Record, em São Paulo, além da TVS, no Rio, algo inédito no país.

O ano de 1981 foi um marco na carreira de Silvio Santos, data de consolidação do Sistema Brasileiro de Televisão. Dali em diante, em sua própria rede, o Programa Silvio Santos passou a agrupar dezenas de programas de auditório, entre eles os consagrados Show de Calouros, Topa Tudo Por Dinheiro, Domingo no Parque, Roletrando, Tentação, Qual é a Música?, entre outros.

Embora continuasse com alguns programas no SBT, em 2001, o Programa Silvio Santos parou de utilizar esse nome. Sete anos depois, em 2008, Silvio Santos voltaria a comandar o melhor programa de auditório da TV, com os clássicos quadros que sempre fizeram sucesso, os aviõezinhos e os famosos bordões, como "Quem quer dinheiro?". Entre os destaques da volta do Programa Silvio Santos está a participação da apresentadora-mirim Maisa Silva, com quem o animador protagonizou bate-papos descontraídos e muito engraçados.


O homem por trás do comunicador
Silvio Santos sobe em um aquário e depois cai na água no programa Topa Tudo Por Dinheiro. Ele pode. Ícone da televisão brasileira, entrevistar o “patrão”, como é conhecido nos bastidores do SBT, é tarefa quase impossível. Por ser reservado, pouco se sabe sobre sua vida, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, ou como ele é longe dos palcos. “Às vezes eu estou com ele e penso: ‘meu pai é o Silvio Santos, mas ele não se acha o Silvio Santos. Nem sei se ele sabe quão grande ele é”, afirma Daniela Beyruti, a filha número 3. Em homenagem ao pai, Silvia Abravanel, a filha número 2, também declara seu amor. “Que coisa boa, 89 anos. Que bom passar com esse pai, um presente na minha vida. Que ele continue sendo meu mestre, meu melhor amigo, meu pai, e que a gente possa passar ainda muitos anos juntos”.

A irmã Daniela completa ao dizer que seu pai é um “touro guerreiro”. “No nascimento do André, meu sobrinho, ele tinha gravado o dia inteiro e ficou na maternidade até meia-noite para ter certeza de que todos estavam bem. Todos cansados e ele firme, de pé, disposto. Ele não sabe o exemplo que ele dá”.

Muitos de seus funcionários também citam Silvio como um exemplo. No SBT desde 1991, o roteirista e coordenador da redação do Domingo Legal, Paulo de Carvalho, o Paulão, conta seu nervosismo quando viu o famoso chefe pela primeira vez. “Foi em 1994, eu lhe entregava as fichas [do programa]. Basta um encontro para ele gravar seu nome. É impossível trabalhar na produção dele sem que ele te conheça. Ele sabe o nome de todo mundo.”

Caracterizado de terno, gravata e um microfone no peito (item já aposentado do figurino), Silvio exibe na televisão seu sorriso largo, sua risada hilária e seu cabelo penteado para trás há quase sessenta anos. É conhecido por bordões como “Quem quer dinheiro?”, “Vem pra cá, vem pra cá!”, “má ôôôeee!”.

O patrão é descrito como alguém acessível a seus funcionários, que escuta opiniões a ele apresentadas. Foi assim nos últimos 37 anos da carreira de Luís Ricardo, famoso na emissora por atuar como o palhaço Bozo entre 1984 e 1992 e que atualmente é o único apresentador a substituí-lo no SBT. “Ele te escuta, não necessariamente acata. Ele analisa e toma a decisão que considera correta”, diz.

Daniela conta que o pai não gosta de ficar pensando nos problemas. “Quando aparecem, ele enfrenta, mas não fica cultivando esse tipo de pensamento. Não é o perfil dele”. Ela diz que seu pai não nega a idade, mas não se deixa limitar por ela. “É uma pessoa simples. Diz o que pensa. Ao contrário do que falam, não quer prejudicar ninguém. Ele é uma dessas pessoas que marcam. Nunca conheci um brasileiro que não tenha ouvido falar dele”, destaca. Ele poderia estar aposentado curtindo a vida, mas continua trabalhando.


Momentos marcantes na TV
Silvio Santos, que completou 89 anos de idade em dezembro de 2019 (12 de dezembro de 1930), está na TV desde 1958. Ele já passou por inúmeros momentos emocionantes, polêmicos e divertidos no ar. Alguns deles são:

Recado a Roberto Marinho: inconformado com uma política da TV Globo de não permitir que artistas de fora da emissora tivessem seus comerciais veiculados na emissora, Silvio Santos fez um longo protesto falando diretamente para Roberto Marinho em seu programa na década de 1980.

Troféu Imprensa de 1987: quando Jô Soares foi ao palco retirar seu prêmio, o humorista leu um artigo criticando a atitude do então presidente do grupo Globo. Ele foi acompanhado por Silvio: "É uma pena que a Rede Globo de televisão tenha esse procedimento. É uma pena".

Apoio de Jânio Quadros: em 1988, Silvio Santos entrevistou Jânio Quadros, à época, prefeito de São Paulo. Ao citar a possibilidade de se lançar como candidato ao cargo, o apresentador recebeu elogios do ex-presidente. "Pouca gente deve conhecer essa cidade como o senhor. O senhor não é um político partidário, um político profissional. Isso vai representar um grande apelo ao povo", afirmou Jânio.

Sequestro de Silvio Santos: o começo dos anos 2000, após o episódio do sequestro que envolveu sua filha, Patricia Abravanel, Silvio Santos fez um relato sobre fé e agradeceu às pessoas que oraram por uma boa resolução no caso do sequestro de sua filha. Em outra ocasião, diante da presença de Sérgio Mallandro, o apresentador fez piada sobre a situação, comparando atitudes do sequestrador a termos do Show do Milhão, como "pulos", "cartas" e até um trocadilho com o nome do ex-governador Geraldo Alckmin.

Acusação de racismo: Em 2019, Silvio Santos foi acusado de racismo após ter tirado o prêmio de uma mulher negra, que havia sido escolhida a melhor cantora do dia pela votação do auditório com esmagadora maioria: 84 votos, diante de 8 da segunda colocada.


Forbes: a fortuna
A revista Forbes pesquisou e descobriu a resposta para uma das perguntas que habitam o imaginário dos brasileiros há anos: Qual é o tamanho da fortuna de Silvio Santos? Desde os anos 1960 que o Homem do Baú é reconhecido como um dos empresários mais bem-sucedidos do país, mas até hoje ninguém nunca estimou quanto dinheiro ele já ganhou. Para desvendar o mistério, a Forbes analisou os números relativos às mais de trinta empresas que formam o grupo Silvio Santos, um conglomerado com receitas anuais superiores a R$ 4 bilhões. Três destas empresas – a Jequiti Cosméticos, a Liderança Capitalização (Tele Sena) e o SBT – são responsáveis pela maior parte do patrimônio de Silvio. A Jequiti, aliás, já atraiu até mesmo os olhares de gigantes internacionais, como a Coty e a L’Oréal, que cogitaram pagar até US$ 500 milhões pelo controle da empresa no ano passado.

Depois de fazer as contas, a publicação norte-americana concluiu que o baú de Silvio está recheado com pelo menos US$ 1,3 bilhão, quantia digna para garantir um lugar na lista com as pessoas mais ricas do mundo ao lado dos irmãos Roberto Irineu, João Roberto e José Roberto Marinho, donos da Globo


Herdeiros do Baú
A família Abravanel fez festa em 2019 com a chegada de mais dois membros na família. Nasceu a primeira filha de Renata Abravanel, a décima neta de Silvio Santos. Patrícia Abravanel, a filha número 4 do comunicador, que já é mãe de Pedro, de seu casamento com o deputado Fábio Faria, deu à luz a uma menina.

Tiago Abravanel talvez seja um dos netos mais famosos de Silvio Santos. Isso porque o herdeiro tem feito diversos trabalhos de destaque na TV e no teatro. Carismático, o ator é filho de Cintia Abravanel, primeira filha do comunicador, com a primeira mulher, Maria Aparecida Vieira Abravanel, morta em 1977

Pedro Abravanel, filho de Patrícia com o deputado Fábio Faria, é apenas um dos xodós de Silvio Santos. O menino veio ao mundo no dia 14 de setembro de 2014, medindo 50 centímetros e pesando 3.380 kg.

Silvia Abravanel deu ao apresentador duas lindas netas. Uma delas é Luana, uma garota especial. Amanda Abravanel é irmã de Luana e a neta número 5 de Silvio Santos. Em outubro de 2019, a jovem estreou como apresentadora. Usando um vestido idêntico ao da mãe, Silvia Abravanel, ela participou da edição especial do programa Bom Dia & Cia, que celebrou o Dia das Crianças.

Daniela Beyruti deu ao pai três netos. O primeiro é Gabriel e em 2013, foi a vez da chegada de Manoela. A menina é fruto da relação de Daniela, diretora-geral do SBT, com Marcelo Beyruti. Lucas Abravanel é o terceiro filho de Daniela Beyruti e o nono neto de Silvio Santos.

Silvio Santos é um dos profissionais de mídia mais amados e respeitados do Brasil. Com seu carisma ímpar, sua personalidade excêntrica e décadas de sucesso no comando de programas de auditório, é reconhecido com facilidade por qualquer brasileiro. Mas fora das telas, o fundador do SBT também tem uma trajetória de empreendedorismo admirável. Não há como negar: Silvio é um grande empreendedor e sua história pode servir de inspiração para muitos outros, independentemente da área de atuação ou porte do negócio.


Silvio Santos
Foto: Vanessa Carvalho /Brazil Photo Press


LEIA TAMBÉM